O Holocausto negro
"Três rolos de fumo bastavam para
pagar um negro forçudo" *
Neste dia 20 de novembro de 2007, mais de 250 municípios
brasileiros comemoram oficialmente o “Dia da Consciência
Negra”. Pretende-se com isso consolidar o ensino sobre a história
e a cultura afro-brasileira, bem como incluir nos currículos
escolares termos como: história da África e dos africanos,
luta dos negros no Brasil, cultura negra brasileira e o negro na
formação da sociedade nacional. Tudo conforme quer
almejar a lei
10.639/2003.
A insurreição contra a escravidão teve seu
principal marco histórico não com a Lei Áurea,
instituída hipocritamente pela princesa da casa monárquica
brasileira, mas sim pela morte do primeiro negro a liderar uma revolta
da população negra, Zumbi de Palmares.
Este Holocausto Negro iniciou-se com a vinda dos negros da África,
que foram vendidos e negociados como mercadorias descartáveis,
para o cultivo da terra, escravizados, espancados, marcados a ferro
em brasa, assassinados, vítimas de açoite e outros
atos de violência.

Disposição dos escravos em um navio negreiro
Os navios negreiros trouxeram pelo menos 13 milhões de pessoas
da África para as Américas, na maior deportação
da história mundial. Seu martírio começou no
ano 1492, ano da chegada (e não descoberta) de Cristóvão
Colombo às Américas. Neste final do século
XV, a Espanha vivia uma época de grande prosperidade comercial
e também de grande conturbação social. No mesmo
ano de 1492, os reis católicos da Espanha, Isabel e Fernando,
davam aos judeus a escolha entre a conversão, a morte ou
o exílio.
Segundo J. P. Ney, em seu artigo “O comércio escravo”,
“com Colombo viajaram 5 marranos (Luis de Torres, Marco
Bernal, Alonzo de la Calle, Gabriel Sanchez e Rodrigo Triana). Estes
acompanhantes convenceram Colombo a trazer 500 índios como
escravos na viagem de retorno a Espanha. Com isso iniciou-se o drama”.
Ainda segundo este autor, o transporte dos negros como escravos
para as Américas começou em 1520. Durante as décadas
seguintes, o número de caçados e deportados chegou
à cifra anual de até 50.000 pessoas, o que não
deixou de ser um dos mais rentáveis negócios daquela
época, talvez comparável aos rendimentos fáceis
obtidos através da especulação nas bolsas de
valores dos dias atuais.
E é justamente esta desmedida procura pelo lucro fácil
que faz com que as pessoas tornem-se cegas, pois a deportação
e o comércio de escravos não apresentaram outro motivo
aparente. Os assassinos e coadjuvantes nem odiavam suas vítimas
nem tão pouco havia motivação para vingança.
Havia e há somente uma explicação lógica:
a ganância pelo maior lucro. Com um total de cerca de 150
milhões de mortos, o Holocausto Negro é com segurança
o maior crime da história.
Os escravos nunca foram inimigos de alguém. Este genocídio
também não era parte de uma guerra. Os escravos eram
somente mercadorias.
"Escravidão: crime do milênio"
No estudo de Ney, surpreende a relação que este faz
entre a procura desenfreada pelo lucro e o fato de que, conforme
publicou a revista Der Spiegel em 1998, “O
comércio de escravos estava na mão de judeus”.
“Não existe mais dúvidas de que o povo
judeu foi o que cometeu este crime: eles tinham o monopólio,
eles conservavam as condições comerciais, eles possuíam
os navios, e era deles o lucro. Aqui não há mais nada
a provar. Tudo é conhecido. O último navio de escravos,
o navio ORION, pertencia à companhia de navegação
judaica Blumenberg, de Hamburgo”.
Nota: Parece ser injusto culpar aqui todo um
povo pelo ato de alguns de seus membros. Mesmo apesar do fato de
alguns judeus terem sido protagonistas do genocídio contra
os negros africanos.
A relação secreta entre negros e judeus
Em 1991, a comunidade religiosa norte-americana composta de cidadãos
negros, The Nation of Islam, publicou um
estudo sobre a atuação judaica no tráfico
negreiro. A obra levou o título de The secret
Relationship between Blacks and Jews e aparenta ser
bem fundamentada e documentada. Os autores do estudo deixam bem
claro logo no início:
“As informações aqui contidas foram obtidas
principalmente de obras judaicas. Foi dada bastante importância
na obtenção das provas apresentadas somente a partir
de autoridades judaicas de renome, cujas obras apareçam em
revistas de história especializadas ou publicadas pelas principais
editoras judaicas”.
O especialista negro norte-americano em tráfico escravo,
Dr.
Tony Martin, examinou o livro e o tornou leitura obrigatória
em seus cursos.
Na introdução do livro pode-se ler:
“No fundo dos inacessíveis contornos da historiografia
judaica, encontra-se provas incontestáveis de que os mais
importantes "bandeirantes" judeus ultrapassavam em dimensão
bem maior do que outros grupos étnicos ou religiosos da história,
o uso dos escravos africanos capturados, e que eles participavam
em todos os aspectos do comércio internacional de escravos”.
Mais além temos:
“A maioria das pessoas sempre supuseram que a relação
entre negros e judeus fosse amigável e frutífera,
um enriquecimento mútuo – dois povos sofridos que se
uniram para superar com sucesso o ódio e fanatismo. Mas a
história mostra algo bem diferente”.
Como este tema gira em torno de um assunto delicado para a preservação
da imagem da comunidade judaica no ocidente, o livro tem sofrido
constantes ataques. O sionista e articulista do site MidiaSemMascara,
Daniel
Pipes, menciona este estudo em um
de seus artigos, mas infelizmente se resume apenas a pichá-lo
de "O novo anti-semitismo", não abordando seu conteúdo.
Incrivelmente, tais ataques irracionais somente iluminam com mais
destaque a hipocrisia da dupla moral acerca das pesquisas sobre
o miserável comércio de escravos. Para pesquisadores
judeus, como Bernard Lewis, é social e moralmente aceitável
que livros sejam editados onde a atuação de árabes
no comércio negreiro seja apresentada, e é também
igualmente razoável social e moralmente que se mostre o comprometimento
de europeus no comércio de escravos. Porém, é
totalmente “falso, maldoso e imoral” para um pesquisador
não-judeu trazer à tona a participação
judaica no comércio de escravos negros.
A participação judaica no tráfico de escravos
africanos foi abordada pelo historiador brasileiro Gustavo Barroso
em sua obra “A História Secreta do Brasil”. No
capítulo que trata sobre “O empório do açúcar”,
Barroso escreve “O açúcar começou
a criar para o judaísmo negócio novo e lucrativo:
o tráfico dos negros”.
E segue com o capítulo intitulado “O tráfico
de carne humana”, onde já no primeiro parágrafo
descreve a situação da exploração açucareira
no Brasil:
“Florescia pois, o comércio de carne humana à
medida que prosperava a indústria açucareira. O suor
do negro cimentava a riqueza do segundo ciclo da colonização.
Ligados, o comércio de escravos e a produção
do açúcar, acabariam caracterizando toda a economia
ultramarina.”
E mais além, prossegue com seu ataque aos judeus, citando
para tal a obra de Gilberto Freire, “Casa Grande e Senzala”,
2ª edição, 1936:
“No norte, os senhores de engenho viviam endividados,
presos à usura judaica. O judaísmo os manobrava e
forçava a lançar mão do operário africano,
que os negreiros, também enfeudados a Israel, iam buscar
do outro lado do Oceano Atlântico.
Assim, desde os albores do ciclo do açúcar, começou
o emprego da mão-de-obra negra. O horror à atividade
manual e a instituição do trabalho escravo, ambos
caracterizadores das colonizações peninsulares, tiveram
como primeiros impulsionadores os judeus de Portugal.”
É claro que a imagem que a grande mídia nos transmite
é bem diferente desta, pois ela atende em sua grande parte
a interesses sionistas. Como eles não podem rebater as teses
apresentadas, só resta ignorar ou difamar a obra. E justamente
ciente disso, o livro da comunidade religiosa norte-americana dá
um conselho aos seus leitores sobre a relação entre
os negros e judeus, e que estendemos às comunidades quilombolas
brasileiras:
“... é uma relação que necessita
de análises adicionais. [...] Ela é torcida e mal
entendida, e é realmente tempo de se ocupar novamente com
os documentos e examinar The secret Relationship between Blacks
and Jews.”
Talvez a consciência da sociedade brasileira irá um
dia promover reparações aos cidadãos negros
descendentes daqueles que foram injustiçados por tamanha
crueldade. Ações para isso já estão
sendo levadas acabo por políticos, como por exemplo, a veradora
do PT, Claudete
Alves. Uma vez ciente da problemática envolvendo a comunidade
negra brasileira, a vereadora petista poderia procurar mover uma
ação reparatória junto às grandes casas
bancárias judaicas nas Citys de Londres e de Nova
Iorque, que muito se beneficiaram dos lucros obtidos por seus pares
no comércio de escravos africanos.
* Gustavo Barroso, História Secreta do Brasil,
1990, Editora Revisão, pág. 57
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