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O mito da igualdade
Jon Smith
"A pior forma de desigualdade é tentar tornar
iguais coisas desiguais" - Aristóteles
Todas as épocas têm uma lenda fundada, um mito subjacente
que reflete o zeitgeist desse tempo. Aqueles, que como
nós, vivem no Ocidente contemporâneo vivem na sombra
do Mito da Igualdade. As nossas instituições
políticas e sociais funcionam a partir da premissa que todos
os seres humanos são fundamentalmente iguais e que quaisquer
reais desigualdades no mundo são, como tal, aberrantes, necessitando
de uma emenda coerciva. Contratações, despedimentos,
admissão em Academias, e até os nossos próprios
padrões de linguagem, tudo é ditado pelos princípios
igualitaristas. Diviniza-se os campeões da igualdade como
santos da racionalidade e demoniza-se os seus oponentes como ignorantes
provincianos ou arruaceiros provocadores. Quais são então
as raízes e resultados do Mito da Igualdade?
Igualdade: Origens de um Mito
Apesar da maneira como o Mito da Igualdade tem sido "embalado
e vendido", as suas origens são no mínimo surpreendentes.
Não obstante, ser anunciado como um produto do racionalismo
iluminista, e como a escolha "lógica" de todo o
ser humano inteligente, o igualitarismo está enraizado não
nas evidências científicas ou investigação
racional, mas antes, na metafísica e teologia cristã.
De fato, a realidade e ciência empíricas permanecem
como pontos-chave embaraçosos para os pensadores igualitaristas,
pois elas são reveladoras de que os seres humanos NÃO
são iguais, antes pelo contrário, estes possuem amplas
e distintas aptidões e capacidades. A dura realidade é
que alguns seres humanos são largamente mais capazes que
outros, e desse modo, num sentido prático, são superiores
em relação aos menos dotados. Em resultado disso,
os igualitaristas são forçados a recorrer ao argumento
essencialmente metafísico de que os seres humanos têm
a mesma essência e valor "moral" ou "espiritual"
e, posto isso, merecem um tratamento igual. Esta pretensão
está, com certeza, enraizada não numa observação
racional, mas nas escrituras cristãs, derivando derradeiramente
da noção de que todos os seres humanos são
iguais perante Deus (cf. Gálatas 3:26-29, 10:34-35-17:26).
Obviamente, isto assenta no disfarce racionalista, no qual os igualitaristas
gostam de se encapotar (e explica o porquê da curiosa relutância
dos mesmos em introduzir evidências empíricas nas suas
posições, enquanto os nacionalistas e outros não-igualitaristas
são capazes de defender as suas idéias com abundantes
fatos estatísticos e empíricos).
Conseqüências sociais do Mito da Igualdade
Existem, sem dúvida, perigos inerentes à aceitação
não-avaliada de mitos, e o Mito da Igualdade não
é exceção. As ramificações do
igualitarismo são manifestas e múltiplas.
1. O Mito da Igualdade penaliza os talentosos e conduz
à sociedade da mediocracia. Os seres humanos mais capazes
e mais dotados, são sistematicamente discriminados no intuito
de beneficiar os mais ordinários (o sistema de quotas ou
a affirmative action nos EUA [e no Brasil] são exemplos
desse processo). A excelência é olhada com suspeição
e não é recompensada de todo. O resultado final é
uma "igualdade" de mediocracia uniforme, uma situação
que é ao mesmo tempo contra-produtiva (obviamente) e não-natural
(a evolução favorece a diferenciação,
hierarquia e o progresso das formas de vida mais elevadas).
2. O Mito da Igualdade conduz à degeneração
dos valores e dos ideais. Honra, fidelidade e transcendência
são virtudes aristocráticas (isto é, elas são
virtudes de homens superiores), e, como tal, não têm
lugar na sociedade dos "iguais". O resultado, não
surpreendentemente, é a decadência social, lares e
famílias destroçadas, crime, vícios, inveja,
enfim, os frutos do igualitarismo. Mesmo a Arte é afetada
pela mão maligna do igualitarismo, pois a sociedade igualitária
direciona todas as suas energias na pacificação e
divinização do "homem normal" (em termos
matemáticos, o mais baixo denominador comum). O resultado
é "arte" desprovida de sentido, destinada a chocar
ou simplesmente a ornamentar. Tudo isto está travestido.
A verdade é que não existe tal coisa designada "igualdade".
Os seres humanos são diferentes, não são iguais.
Posto isso, os seres humanos merecem, não um tratamento igual,
mas um tratamento adaptado ás suas capacidades e valor para
a sociedade. O perigoso e irracional Mito da Igualdade tem de ser
rejeitado, pois ele não é mais do que um cancro social
que devora a própria estrutura da sociedade civilizada.
Fonte: www.probranco.org
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