Conglomerados de mídia tentam controlar opinião mundial


Cui Bono?

Freqüentemente ouvimos de alguém frases triunfantes como "Eu vi no noticiário..." ou "Ouvi a notícia...". São percepções individuais frágeis; uma falsa sensação de bem-estar da informação, pois, na verdade, o "Jornal Nacional" não pode divulgar as informações mais importantes, mas sim aquelas notícias pré-filtradas por cinco conglomerados globais de mídia. Com qual interesse? Cui Bono?

Poucas pessoas são conscientes de que a alimentação de nossas mídias dá-se através de cinco ingredientes básicos, as chamadas agências de notícias. Tal cozinha nos seria em pouco tempo muito insípida, e é nisso que se tornaram nossas mídias atuais. O importante é sempre procurar os mais diversos pontos de vista e, principalmente, pesquisar as fontes primárias independentes.

Mas como um grupo iria proceder para dominar um país? No início ele ocupa a mídia para sincronizar a maioria da população. Então ele tem a segurança de que somente as notícias de seu interesse serão retransmitidas. As cinco agências de notícias, Agence France Press (AFP), Reuters (GB), Associated Press (EUA), Novosti (RUS) e Xinggua (China), têm essa função. Na África e aqui na América do Sul não temos agências de notícias com atuação mundial. No mundo árabe temos entrementes a Al-Jazira. Quando a emissora de TV envia um correspondente para uma determinada área de conflito, ela recebe muita das vezes as informações através das agências acima listadas.

Quem são os responsáveis pelos conglomerados ocidentais?

Em todo o mundo ocidental, existem somente cinco conglomerados de mídia: AOL Time Warner, NBC Universal, Bertelsmann, Murdoch e Viacom.

Estes homens controlam juntos a ABC, NBC, CBS, Tuner Broadcasting Sustem, CNN, MTV, Universal Studios, MCA Records, Geffen Records etc.

Vejamos:

  • Richard D. Parsons, CEO (Diretor Executivo) da AOL Time Warner, protegido da família Rockfeller. Mathias Döpfner, CEO da Axel Springer está no Conselho da Time Warner.
  • Robert Inger, CEO da Disney, ABC
  • Summer Redstone (Murray Rothstein), CEO Viacom, Paramount
  • Jeff Immelt, CEO General Eletric NBC, Jeff Zucker, CEO Universal Studios
  • Rupert Murdoch, Chairman/Peter Chernin, presidente News Corp. Fox TV.
  • Howard Stringer, CEO Sony Corp. (Colombia Pictures)
  • Leslie Moonves, presidente da emissora de TV CBS Television, sobrinho-neto do fundador do Estado de Israel, Ben Gurion
  • Edgar Bronfman Jr., CEO da UMG, a maior empresa mundial do ramo de música

Mulheres fazem carreira

Na Alemanha, onde a repressão à liberdade de expressão é maior, existem dois grupos de mídia: Bertelsmann e Springer. Bertelsmann é dirigido por uma amiga da atual chanceler, das Merkel. Trata-se de Liz Mohn, a viúva do fundador Mohn, que a desposou quando esta era sua telefonista.

O outro grupo é o Springer-Gruppe. Este é composto formalmente por uma amiga próxima de Merkel, "Friede" Springer, a babá do fundador Axel Springer. Interessante estas carreiras femininas...

Assinar declaração de comprometimento

A Springer é conhecida por exigir de cada um de seus colaboradores o cumprimento dos cinco lemas da empresa. O segundo lema exige

  • o apoio para a sobrevivência do povo de Israel

e o terceiro lema exige

  • o apoio para a união transatlântica e solidariedade para com os livres valores da sociedade dos Estados Unidos da América.

Pertence também ao Grupo Springer o jornal Die Welt, o qual é dirigido pelo suíço Roger Köppel e edita, em Zurique, o jornal Die Weltwoche.

Como disse acertadamente o publicitário e produtor de filmes Gerard Menuhin, filho do violinista Yehudi Menuhin,

"Não existe no mundo poder maior do que aquele que é praticado pelos detentores da opinião pública".

 

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