O Revisionismo cresce na Alemanha
A população começa seu
despertar
Segundo dados
do próprio governo alemão, cresce vertiginosamente
na Alemanha o número de denúncias dos delitos classificados
como de direita. Porém, a maioria destes "crimes"
não estão ligados à violência física,
mas sim aos delitos de opinião, em alemão, Meinungsdelikte.
Historiadores, professores, escritores, filósofos, advogados,
engenheiros, técnicos, médicos, assim como simples
trabalhadores, estão sendo processados ou já cumprem
pena em regime fechado de até 5 anos. Na Áustria,
as penas podem chegar a 10 anos.
Em 2006, o número destes delitos chegou a mais de 18.000
casos e, somente no primeiro semestre de 2007, já alcançou-se
a cifra de 5.300. Responsável principal por este elevado
número de processos é o §130 do código
penal alemão, que torna crime a negação do
Holocausto.
Apesar da ONU sugerir a seus membros que seguissem o exemplo alemão,
o Tribunal Superior de Justiça da Espanha
já revogou recentemente tal afronta à liberdade
de pensamento. O mundo parece caminhar virtuosamente para o reestabelecimento
dos princípios básicos das garantias individuais.
Nadando contra o viés libertário mundial, no Brasil
ainda tramitam projetos de restrição da liberdade
de expressão e pensamento. O
projeto do deputado Itagiba pretende transformar em criminosos
os brasileiros que questionarem os fatos em torno do holocausto
judeu. O projeto de lei PL 987/2007, apensado ao PL 6418/2005, está
parado em Brasília desde setembro de 2007 e parece requerer
uma mãozinha do Lobby
de Israel para sua aprovação: à medida
que o projeto de lei não é aprovado, cresce o número
de "estudos" e campanhas na mídia referentes à
violência da extrema-direita tupiniquim.
Seja em jornais ou revistas, o número de matérias
- pagas ou não - sobre a extrema-direita associada
ao revisionismo do holocausto parece aumentar mês a mês.
Vale destacar aqui o "estudo" de uma pesquisadora da Unicamp
que foi alvo do jornal Gazeta do povo, do Paraná, e comentado
por Norberto Toedter:
"39 Matéria paga contra
o revisionismo?
Continua o esforço escancarado de
entidades não identificadas, que buscam impedir a análise
crítica das teses e conceitos que foram gerados em relação
à história da 2ª Guerra Mundial. Todo mundo sabe
que a história dos conflitos bélicos é escrita
pelos vencedores, que a verdade é a primeira vítima
da guerra, que História é uma mentira em que todos
acreditam... Sempre houve quem se propusesse a rever e reescrevê-la,
mas quanto à 2ª Guerra não pode. É blasfêmia.
Criaram até um neologismo: Revisionista. E, para que ninguém
pense que é título honorífico, já o
qualificaram: nazista!
Por que tanto medo?
Veja este anúncio, desculpe, esta
“matéria jornalística”, publicada em página
INTEIRA no último dia 2 de dezembro de 2007. Traz, além
de grande e impactante ilustração, o subtítulo
“PESQUISADORA MAPEIA DISCURSO NEONAZISTA NA INTERNET E DESVENDA
REDE DE AJUDA MÚTUA E COOPTAÇÃO DE NOVOS MEMBROS”.

A isto segue uma introdução
e entrevista com uma antropóloga mestranda da Unicamp que
fica devendo esclarecimentos sobre o tal discurso mapeado e não
desvenda coisa alguma sobre a rede que descobriu. Ela diz que durante
os seus estudos teve o primeiro contato com a história da
identidade judaica e conheceu um movimento chamado de revisionismo.
Foi à internet e achou 8.000 sites revisionistas que hoje
devem ser 13.000. Evidentemente todos se comunicam, são de
conteúdo neonazista e seus alvos são judeus, negros
e homossexuais. A entrevistada cita ainda cálculos que não
são dela e segundo os quais já seriam 150 mil os adeptos
no Brasil, 450 mil nos EEUU, 150 mil em Portugal e na Espanha e
apenas 9 mil na Alemanha. “Dá para perceber que estão
crescendo”.
Eu acho que o que dá para perceber
é o quanto há de artificialismo nestas declarações
ou nestes “estudos”. É difícil compreender
como um veículo de comunicação dá guarida
e destaque a matéria tão inconsistente. Para preencher
o espaço ainda desenterraram sob o título “Neonazistas
agem na capital” noticiário antigo sobre ataques de
skinheads a punks (veja também sobre o assunto “33
– Dois pesos sem qualquer medida” neste blog em 5/10/07).
Nestes conflitos entre gangues os skinheads costumam ser chamados
de neonazistas. Seriam estes os 150 mil adeptos identificados pela
antropóloga?
Posso assegurar ao jornal e à estudiosa
mestranda que, apesar de em atividade há mais de um ano como
autor deste blog, nunca fui contatado por grupo algum, não
espero ser e quero continuar o meu trabalho honesto, com motivo
claro e explícito, sem me esconder, sem incitar e sem difamar."
http://2a.guerra.zip.net/
* * * *
Estas ações desesperadas da Indústria
do Holocausto nada mais são do que tentativas de colocar
sob o mesmo lugar comum o trabalho do Revisionismo Histórico
e a violência gratuita e, principalmente,
que torne mais aceitável à população
a restrição de seu horizonte intelectual.
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