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A Segunda Grande Guerra e o preconceito
Norberto Toedter
“A verdade não desaparece quando é eliminada
a opinião dos que divergem. A verdade não mereceria
esse nome se morresse quando censurada”.
Quem disse isto foi o nosso bravo Ulysses Guimarães. Tento
acreditar, mas é difícil. A campanha, que foi e está
sendo feita para falsear os fatos e acontecimentos relativos ao
grande conflito mundial, criou, e este foi o seu propósito,
um enorme preconceito de extensão também planetária.
O falso foi intensamente divulgado e impediu-se que o público
tivesse outras informações ou conhecimentos adequados
que lhe permitissem formar um juízo próprio. Obriga-se
o leitor, o ouvinte, o telespectador, o receptor da informação
a incorporá-la. Chama-se a isto de preconceito.
Preconceito não é fruto de julgamento próprio.
Este resultaria num conceito, que pode ser certo ou errado, mas
foi elaborado pelo próprio individuo. É uma falácia
dizer que temos liberdade de expressão e de imprensa. O
jornal tem a opinião do dono e este a dos grupos econômicos
que lhe dão sustentação financeira.
O mais conhecido revisionista brasileiro foi condenado por racismo
e o Habeas Corpus por ele solicitado ao Supremo Tribunal
Federal foi negado com base num parecer solicitado pelo STF ao rabino
Henri Sobel (o das gravatas). O meu livro “...e a GUERRA
CONTINUA” está há oito anos no mercado e foram
infrutíferos todos os meus pedidos aos jornais para que o
comentassem ou divulgassem. A bem da verdade devo dizer que recentemente
caiu na mão de um destes jornalistas jurássicos, esteio
da editora, móveis e utensílios da empresa. Sem sua
coluna o jornal de domingo não valeria a metade. Pois fez
uma bela crítica dizendo em certo trecho: “Seu
livro (do Norberto) desperta interesse principalmente por ser uma
história bem contada, coisa pouco comum em se tratando de
um relato sobre o lado perdedor, quando se sabe que loas são
cantadas em louvor da parte vencedora. É uma história
para quem gosta de pontos e contrapontos.”
Independente de ocasiões fortuitas, como a descrita, o fato
é que se busca a todo custo evitar que o público possa
formar um conceito próprio sobre o que aconteceu na 2ª.Guerra
Mundial. Vejam um exemplo doméstico: Em comentário
ao meu último ensaio (47) o leitor Jim escreve: “Ola
Sr. Norberto?! Estou em SP e com dificuldade de achar o livro feito
pelo Sr., sabe como posso conseguir?! Abraço!”.
E não vai achar, prezado Jim. Obrigado pelo seu interesse,
mas, com a maior tristeza, digo-lhe, e a todos os interessados,
que não encontrarão o meu livro em livrarias de São
Paulo ou pelo Brasil afora. Que eu saiba apenas uma livraria, esta
em Curitiba, o comercializa e mantém exposto. Seu endereço
é mencionado na mensagem de número 1-O objetivo deste
blog (veja em mensagens anteriores). A dona de uma grande livraria
de São Paulo chegou a me dizer que se aceitasse comercializar
o meu livro perderia a sua principal freguesia.
Mas, estamos aí. Não percamos a esperança
e confiemos no dito pelo velho Ulysses.
http://2a.guerra.zip.net/
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