“Grandes eras e pessoas reconheceram
que nem toda mistura racial é inofensiva. Miscigenação
racial com raças situadas bem abaixo – mesmo
com quase similares em proporções exorbitantes
– deve ser sempre prejudicial à raça mais
elevada. Ela será pressionada em todos os casos a alguns
patamares abaixo de seu nível de pureza, porém,
sofrerá frequentemente também a total queda
de sua unidade, como nos mostra a história dos povos
– que nada mais é que a história de suas
raças, se quisermos realmente pesquisar suas verdadeiras
causas.
Como a mistura racial influi em um único
casal, é provado aqui pela lei da 'procriação
à distância'.
A força germinativa do homem passa
sabidamente através da gravidez para o sangue da mulher.
Seu sangue circula então no sangue da mulher e modifica-o
em determinado grau, como mostrou pesquisas químicas.
Todavia, influi nisso também questões da alma,
sentimentos e impressões que nunca se perdem na mulher,
e especialmente quando o ato sexual tem longa duração
e há amor mútuo, aprofundando o relacionamento.
Estas coisas já são bem conhecidas como impressões
e fatos para poderem ser desmentidas. Uma mulher será
principalmente determinada pelo homem, para o qual ela se
entrega virgem. Esta mistura corporal, espiritual e da alma,
tem conseqüências na herança hereditária;
as crianças de uma união da mulher com um segundo
homem herdarão a carga genética do primeiro
homem, mesmo que ela não tenha tido a concepção,
pois apenas o esperma já atua como fator de mudança
pela sua própria presença. Tal criança
do 'segundo casamento' é determinada, impressionada,
impregnada, cunhada, no fundo, pela característica
corporal e da alma do primeiro homem. Denomina-se este fato
através da expressão científica 'impregnação
fisiológica' ou como também se diz, 'telegonia',
em alemão, procriação à distância
(Fernzeugung), e entende-se sob esta expressão a influência
do esperma recebido exteriormente pela mulher, ou numa gravidez,
ou seja, a duradoura influência em todos os nascimentos
posteriores através do primeiro contato com o esperma
masculino ou um acasalamento com sucesso.
No romance Dom Casmurro, de Machado de
Assis, há aqueles que tomam a suposta traição
de Capitu, relatada neste romance pela visão unilateral
de seu marido, Bentinho, como um caso de “impregnação
fisiológica”. Neste romance, a semelhança
do filho de Bentinho e Capitu com o “comborço
Escobar” seria um produto da telegonia – NR.
Tal experiência já é
de conhecimento dos criadores de animais e cada criador aqui
se orienta caso ele queira uma linhagem pura.
A impregnação da fêmea,
sua sabida impregnação duradoura através
do primeiro homem que a possuiu, deixa-se explicar pelo fato
dos complexos moleculares se desprendem das células
do embrião, caem na corrente sangüínea
e se depositam nas células da mãe, a princípio
nas células sexuais, a partir das quais são
usadas na concepção de um novo embrião,
também originário de um outro esperma. Pode-se
falar de uma hostilidade do primeiro esperma contra todos
os outros posteriores espermas. Aqui se tem um caso de metaquímica,
sobre a qual, de qualquer forma, nós temos pouco conhecimento.
Apóia no conhecimento destas coisas
o antigo costume da 'Jus primae noctis', o direito da primeira
noite pelo senhor ou sacerdote, que tinha por motivo a procriação
da população, e não representava somente
uma desordem, um abuso do poder.
Como conseqüência destas medidas,
em muitas regiões de conflito a raça foi enobrecida
através do superior domínio racial e espiritual.
Nas crendices populares de muitos povos, este costume reserva
a primeira noite aos deuses ou demônios, uma lembrança
de uma prática, um mandamento, proveniente dos arianos,
dos 'deuses', quando eles povoaram o mundo para procriar a
humanidade, a qual eles encontraram normalmente em um patamar
muito baixo”.
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