Avança a crise mundial do crédito


Grandes bancos pressionados contra a parede

O Citigroup --o maior banco dos Estados Unidos-- deve anunciar uma redução de US$ 24 bilhões no valor de seus ativos e um corte de 24 mil empregos em conseqüência das perdas originadas pela crise hipotecária norte-americana.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u363350.shtml

E não é só o Citigroup que apresenta números negativos: para o JP Morgan a previsão de perda é de US$ 3,4 bi e para Merrill Lynch, cerca de US$ 15 bilhões. Enquanto a situação de liquidez dos bancos se agrava a cada dia, os investidores pressentem o pior e recorrem a ativos já consagrados em época de crise econômica: o ouro.

O preço da onça de ouro --cerca de 30 gramas do produto-- à vista bateu um novo recorde nesta segunda-feira (14) ao ser cotada a US$ 907,09 no mercado de Londres por volta das 7h locais (5h em Brasília).

http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u363225.shtml

Nunca o preço do ouro atingiu um patamar tão elevado. Desde a segunda quinzena de agosto do ano passado - início da crise de crédito, o preço da onça do ouro se elevou de US$ 650,00 para US$ 900,00. E sua elevação é ainda alimentada pelas declarações do presidente do FED, Ben Bernanke, que prevê uma piora da economia norte-americana.

E aparentemente ninguém quer mais entrar na canoa dos banqueiros internacionais. Depois dos fundos de investimentos de Abu Dhabi pagarem cerca de 7,5 bilhões de dólares por cerca de 5% do banco, os chineses avaliaram de outra forma esse tipo de “ação humanitária”. Para os chineses, a conspiração dos banqueiros torna-se mais visível:

O governo chinês rejeitou que o banco de fomento chinês China Development Bank --que opera o fundo soberano do país-- investisse no banco americano Citigroup.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u363331.shtml

Período difícil para a Plutocracia. Logo, logo, todas as moedas (e os políticos também) serão melhores aproveitados como papel higiênico...

 

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