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A “Batalha das Ardenas” de Hank Paulson
A última grande tentativa de salvação
do sistema
Desde a crise de Fannie Mae e Freddie Mac, em julho de 2008, tudo
é feito para “reparar” o sistema e mantê-lo
ainda em ordem por algum tempo. No momento ocorrem manipulações
extremas no mercado de ações, dólar, ouro,
prata, matérias-primas. Na realidade, toda a economia real
dos EUA desaba por completo, na Europa isso também começa
a acontecer. Poder-se-ia comparar a situação atual
com um contra-ataque financeiro aos moldes da Batalha das Ardenas
da Wehrmacht alemã, ao final de 1944. Então vem depois
o colapso total.
A verdadeira Batalha das Ardenas
Wikipédia: Batalha
das Ardenas
A ofensiva das Ardenas
(também conhecido como a Ofensiva Rundstedt ou Batalha
do Bulge) ou operação “Vigília
no Reno” aconteceu ao final da Segunda Guerra Mundial
no oeste e noroeste da Bélgica assim como grande parte
de Luxemburgo.
Fazer nada seria a mesma coisa que uma
capitulação para Hitler. O local era favorável
devido ao seu retrospecto tático. Em 1940 os exércitos
alemães entraram na França utilizando-se dessa
rota. Aplicando a Blitzkrieg, os alemães levaram os
exércitos francês e britânico a uma derrota
vexatória.
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Hitler jogou tudo nas Ardenas. Os homens e os equipamentos perdidos
nesta batalha fizeram falta algumas semanas depois na defesa de
seu território.
Esta ofensiva foi concebida para ser um “golpe libertário”
e custaram as últimas unidades intactas. Após algumas
semanas a ofensiva havia fracassado e começou o colapso total.
Alguns meses depois viria a derrota completa.
A “Ofensiva das Ardenas” financeira
Exatamente a mesma situação vemos agora na economia
mundial, especialmente nos EUA:
- Quebra da economia real nos EUA e em
alguns países europeus
- praticamente temos a falência
de todo o sistema bancário mundial
- muitas vezes o colapso foi evitado no
último momento (Bear Sterns, Fannie & Freddie)
- O real prejuízo bancário
(ainda sem a crise dos derivativos) é estimado em
3 trilhões de dólares
- Lá atrás se aproxima
o desmoronamento dos Derivativos como CDS (Credit Default
Swaps) em valor nominal de 1.100 trilhões de dólares
- Para cada ataque agudo da crise, o
dólar cai e o preço do ouro sobe
- E assim por diante...
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A crise Fannie & Freddie
A 10 de julho de 2008, estourou a crise dos dois financiadores
imobiliários dos EUA Fannie Mae e Freddie Mac (F&F).
Eles estavam ameaçados por falta de liquidez e foram salvos
através de uma lei especial do governo norte-americano. As
dívidas deles de cerca de 5.200 bilhões de dólares
foram incorporadas, por assim dizer, à dívida pública
dos EUA. Não se fala isso abertamente, mas tal garantia foi
dada pelo menos aos portadores estrangeiros dos fundos F&F.
Provavelmente também aos próprios bancos e fundos
que tinham grande parte das ações.
A dívida pública dos EUA, inclusive as garantias
para F&F, são agora cerca de 50% maiores e caminham para
a fabulosa cifra de 15 trilhões de dólares. Com isso
o dólar encontra-se sob maciça pressão de venda.
No quadro abaixo podemos ver que o ponto baixo do Dólar-Index
foi por volta de 16 de julho:

Tal enorme ação de salvamento “custa”
normalmente a moeda, esta é vendida então maciçamente.
Mas o dólar é a moeda de reserva mundial e todas as
outras moedas a têm como “reserva”.
Portanto, haveria necessidade de uma operação para
salvar o dólar, coordenada entre os bancos centrais do Ocidente.
O BCE (Banco Central Europeu) forneceu novamente Dólar aos
seus bancos, os quais foram obtidos anteriormente do FED, contra
Euros. Os japoneses foram mais além (ou eles foram ordenados?).
Eles trocaram maciçamente Euro por Dólares. O resultado
pode ser visto claramente na figura. O Dólar-Index subiu
de 72 para 77.
A “luta contra a inflação”
Concomitantemente à crise de F&F, o preço do
petróleo atingiu o ponto máximo de US$ 147,00/barril.
Por quê? Provavelmente fuga para valores reais. Portanto,
algo deveria ser feito contra o grande impulsionador de preços,
o preço do petróleo.

O preço do petróleo tinha que ser então “trabalhado”,
ou seja, pressionado. Coisa semelhante aconteceu também antes
da eleição do Congresso do EUA em novembro de 2006.
Entrementes o preço do petróleo foi pressionado de
147 para 112 dólares o barril. E isto embora a extração
mundial se retraia devido ao Peak-Oil (atingiu-se supostamente
o pico da extração mundial de petróleo), mas
o consumo mundial aumenta sempre. Nem ao menos a crise da
Geórgia semana passada aumentou o preço do petróleo.
Uma guerra em regiões de extração de petróleo
provoca normalmente um aumento.
Provavelmente espera-se com isso que a frustração
da população por todo o globo, devido ao enorme aumento
dos preços, se amenize e as mentirosas estatísticas
da inflação não aumentem tão rapidamente.
A luta contra o barômetro inflacionário:
o ouro
Falta ainda algo decisivo. Era necessário de qualquer maneira
evitar que uma alternativa fora do sistema bancário e do
papel-moeda se tornasse atrativa: o ouro - o dinheiro livre de dívidas.
Diante de qualquer estatística negativa dos EUA etc, pressiona-se
desde muito e continuamente o preço do ouro, de forma que
não apareça nenhum “momento de fuga” para
o ouro ou a prata (também é pressionada).

A figura mostra o preço do ouro nos últimos 3 meses.
O ouro atingiu naturalmente o ponto alto com a crise de F&F,
mas foi maciçamente pressionado para baixo. Não o
costumeiro US$25/onça, mas sim uma ação maciça
por várias semanas resultando em quase US$ 200/onça.
E isto simultaneamente com a alta do dólar.
A maioria das ações aconteceu sempre durante o pregão
norte-americano de futuros Comex. Muito metal também
foi colocado no mercado. Esvaziaram-se os ETFs (exchange-traded
funds)?
Nos últimos dias eles foram bastante ativos e o preço
do ouro caiu até abaixo dos US$800/onça.
Almeja-se com isso:
a) conseguir uma posição
segura, pois os diversos noticiários informam que fortes
impactos atingirão o sistema bancário
b) mostrar claramente aos especuladores que ouro/prata
é perigoso e isto não é para eles. |
Depois que uma grande quantidade de mãos frágeis
estavam no mercado e especularam muitas vezes com o crédito
(também no mercado de futuros por causa da pequena quantia
de entrada para a especulação via crédito),
pôde-se pressionar estes facilmente para fora do mercado.
Sua saída fortalece a queda dos preços.
O que faz o Dow?
Poder-se-ia supor que em uma crise normal de liquidez, onde todos
os preços de matérias-primas caem, as ações
também cairiam. Isto também aconteceu na China, onde
a bolsa ainda está caindo.

Nos EUA e na Europa, isto aconteceu até 14 de julho (no
auge da crise de F&F). Então, especialmente o Dow que
é o mais observado e portanto totalmente manipulado, começou
a subir novamente.
Os outros índices do Ocidente (como o Dax) dependem
primariamente dos índices norte-americanos.
Aqui é a melhor prova que tudo isso é manipulação
do mercado.
Esta “Batalha das Ardenas” também
irá sucumbir
A verdadeira Batalha das Ardenas durou cerca de 6 semanas,
mas em três semanas a tendência já havia sido
anunciada. Após 4 meses ocorreu o desmoronamento total da
Alemanha.
Se observarmos a ofensiva de Hank
Paulson (Secretário do Tesouro, nenhum outro general
está aqui no comando), ele começou há duas
semanas a contra-golpear (ou seja, a primeiro de agosto). No mais
tardar em algumas semanas, o curso irá mudar (ouro subirá
novamente, o dólar cairá maciçamente). Alguns
meses depois teremos o desmoronamento total.
Há alguns meses houve uma
sessão secreta do Congresso norte-americano, onde os
deputados foram expostos a um “cronograma” da próxima
crise:
• The imminent collapse of the
U.S. economy to occur by September 2008,
• The imminent collapse of US federal government
finances by February 2009,
• The possibility of Civil War inside the USA
as a result of the collapse, advance round-ups of “insurgent
U.S. citizens” likely to move against the government,
• The detention of those rounded-up at “REX
84? camps constructed throughout the USA,
• The location of “safe facilities”
for members of Congress and their families to reside during
expected massive civil unrest |
O colapso da economia real dos EUA já está em curso,
em setembro de 2008 ela se mostrará a todos conforme este
cronograma. Talvez se queira com as atuais medidas protelar mais
alguns meses, para que os deputados do congresso não precisem
se aquartelar em seus “seguros” Bunkers.
Apesar de toda manipulação do mercado:
A queda do sistema financeiro está muito avançada
para que ainda se queira salvar alguma coisa. Não existe
mais nada para salvar. A bolha do crédito será desmontada.
Os “Escambadores”
Pode-se assumir tranqüilamente que muitos dos grandes possuidores
de dólar (também os bancos centrais) estejam esperando
uma alta cotação do dólar e um baixo preço
do ouro, para poder “trocar” seus dólares sem
pânico e em boas condições. Esta oportunidade
eles irão aproveitar. A China irá colocar seus dólares
no mercado após a Olimpíada? Isto poderia explicar
o “Airbag”.
Também existem notícias de toda a parte que indicam
a impossibilidade nos últimos dias em adquirir ouro e prata.
Alguns negociantes alemães têm faturamento muito acima
do normal – caso eles recebam o material.
Até o US-Mint suspendeu
a venda de moedas de ouro. Provavelmente porque ele não
receba nenhum ouro pelo tão barato Spot-Future-Preis
(o preço de títulos do ouro). Este preço dos
títulos do ouro e da prata é uma ficção
para enganar as massas. Quem quiser metal nobre verdadeiro terá
que pagar mais.
Adquira para si um bote salva-vidas, enquanto
ele ainda esteja tão barato.
Mesmo que o bote salva-vidas esteja mais caro que o Spot-Preis,
ainda assim eles estão muito baratos.
Você irá precisar deles quando a “Ofensiva das
Ardenas” falhar. Então o sistema financeiro irá
simplesmente “esvaziar”. Com fuga total.
Quando o preço do ouro ultrapassar US$1.000/onça,
então a coisa pega.
Nota:
Os banqueiros e os presidentes dos Bancos Centrais sempre fizeram
assim. Eles defenderam seu sistema até o último dólar
(agora barra de ouro), mas tiveram que engolir então uma
derrota.
Walter Eichelburg, Engenheiro
15 de agosto de 2008
O autor do artigo não é um consultor
financeiro, mas sim um investidor em Viena - NR.
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