| A luta final
O sistema luta pela sua própria sobrevivência
Aumentam os sinais que mostram o começo da luta real do sistema
financeiro. Os auxílios aos bancos se multiplicam. A opinião
pública acordou entrementes e as pessoas sacam seu dinheiro
dos bancos. O ouro desapareceu mundo afora. A questão é
somente, quando acontece a verdadeira bancarrota.
Garantias estatais e super-Bailouts
Desde meu último artigo "O
divisor de águas", questões cruciais aconteceram:
- após o Bailout nos EUA de Fannie Mae, Freddie
Mac e AIG, foi enviado um programa de salvamento (Bailout) para
os bancos através do congresso, na realidade somente uma
gota d’água sobre uma pedra quente
- nas últimas semanas, precisaram ser salvos o alemão
Hype Real Estate (HRE) Pfandbriefbank, o belga Dexie Bank, o belga-holandês
Fortis, o britânico Bradford&Bingley e o islandês
Glitnir Bank
- o HRE precisou ser salvo mais uma vez no dia 5 de outubro; Fortis
também
- os governos da Irlanda e da Grécia declararam a garantia
total para todas as poupanças, após o que iniciou-se
um Run a todos os bancos
- a 5 de outubro, o governo alemão também declarou
que todos os depósitos bancários estão garantidos
até 600 bilhões de Euros. Da mesma forma, uma gota
d’água sobre pedra quente.
Todas estas "garantias estatais" servem ao propósito
de evitar uma iminente corrida aos bancos de um país. Na
realidade, elas são somente analgésicos psicológicos,
pois uma efetiva solução iria desencadear imediatamente
uma falência do Estado e a liquidação dos títulos
do Tesouro.

São algumas gotas d’água em uma peneira decadente.
Servem somente para que as elites política e bancária
permaneçam talvez mais algumas semanas em suas posições,
até que a fúria popular as expulsem de lá.
A Ofensiva das Ardenas de
Hank praticamente acabou, mas ele produz (manipula) ainda.
De onde tomar tanto dinheiro?
Nenhum destes anúncios explicam de onde vem o dinheiro.
Aumentar impostos não é possível, emissão
de mais Títulos do Tesouro também é improvável.
Portanto resta apenas a Casa da Moeda = monetarização
duradoura através do Banco Central.
Os únicos que tentaram até o momento abranger por
meio de uma lei foram os norte-americanos. Do lado dos europeus,
somente declarações de intenções. Se
até a Irlanda quer garantir depósitos até 400
bilhões de Euros, então isto é absolutamente
inverídico.
Também os 600 bilhões do governo alemão não
são possíveis aplicar. Isso iria aumentar a dívida
pública alemã em mais de 50% e mesmos assim esse dinheiro
desapareceria imediatamente numa situação séria.
A corrida ao sistema bancário
É notável que todas estas garantias das poupanças
são sempre firmadas quando se inicia uma corrida generalizada
aos bancos de um país. Este
artigo do Financial Times da Alemanha mostra isso:
Ação de salvamento para
poupadores alemães. Enquanto procura-se rapidamente
uma solução para a sobrevivência da financiadora
imobiliária Hypo Real Estate, o governo da República
alemã acode os cidadãos. Numa ação
única, o Estado proveu uma garantia completa de quase
600 bilhões de Euros para as poupanças privadas.
Com isso deve-se evitar reações de pânico.
A garantia vale para todas as contas correntes,
poupanças e aplicações financeiras de
pessoas privadas, em instituições bancárias
nacionais, diz ele. “O governo quer evitar em todo caso
que o dinheiro seja sacado em grandes volumes”, assim
o porta-voz. Se haverá para isso uma nova lei, os especialistas
deverão apurar, diz o FTD. Neste domingo, a Chanceler
e o Ministro das Finanças concordaram com esta garantia.
“Nós experimentamos em toda a Europa um crescimento
da procura por dinheiro vivo”, salientou o porta-voz
de Steinbrück. Todos os bancos tiveram este claro sinal.
Com a garantia estatal, o governo quer acalmar os cidadãos.
|
É difícil ser mais sincero do que isto. Ou seja,
a necessidade de dinheiro em espécie aumentou, também
na Alemanha: isso quer dizer que grandes quantidades de dinheiro
foram sacadas. Este também é o motivo pelo qual os
bancos morrem na Hiperinflação – saque, pois
o valor do dinheiro encolhe.
Por um curto período de tempo pode-se frear esta corrida
aos bancos, mas em algum momento ela reaparece. Mas se trata somente
de ganhar um dia a mais no poder.
Pouco provável encontrar ainda ouro e
prata
As notícias que recebo de todo o mundo mostram que uma corrida
mundo afora começou atrás das reservas de ouro e prata.
Tanto a partir do "Big Money" como também do pequeno
investidor. Na página http://www.hartgeld.com/aus-gold-und-silber-land.htm
há várias destas notícias.
Embora há somente os restos para comprar, os Bancos Centrais
e os governos ainda conseguem reprimir estes preços. Na realidade,
o preço do metal se desacopla do preço do mercado
de futuros como mostrado em kitco.com. Pode-se partir do pressuposto
que para a prata se paga um sobre-preço de 50-100% sobre
esse preço Spot, se alguém a quiser realmente. Conta-se
com a bancarrota da manipulação a qualquer momento.
Então os preços para o ouro e prata irão disparar.
Por que se pressiona os preços: não se quer que aqueles
que temem o sistema bancário vejam onde eles possam ir.
Vem o Crack-Up-Boom
Em 26 de setembro, apareceu o texto de Bill Murphy em Gold-Newsletter:
Argentines, who used to hedge the pesos
by getting dollars and putting them under the mattress, are
buying gold. Shops sold out there. Big demand. Biz media reporting
buying gold is a new phenomena for Argentines. (They always
had the dollar before.)
2nd pt. - Rich Argentines are bringing their $ money home
from US and buying RE in Argentina.
Luxury condos prices have rocketed in past 2 weeks but
they are buying anything - Lots, farmland, houses. |
Ele vem da Argentina, onde as pessoas têm realmente experiência
com crises financeiras, e que nos falta: os ricos, que até
o momento mantiveram seus recursos nos EUA na forma de contas em
dólar, sacam seu dinheiro e aplicam em valores materiais:
- ouro, tudo vendido
- imóveis de todos os tipos (eles estão baratos na
Argentina devido ao crédito escasso)
- terras
Tudo isso se desenvolveu nas últimas semanas.
Também começa na Alemanha – aqui uma notícia:
Eu observo continuamente o mercado na
Alemanha... telefonei para proprietários de empresas
(amigos) de diversos segmentos e alguns me informaram que
os negócios estão extremamente bons nos últimos
dias. Hoje eu mesmo constatei isso em uma imobiliária...
Todos os vendedores “ocupados”,
a empresa relativamente cheia e ao pagar, pergunto à
vendedora: diga-me, as pessoas querem se livrar do dinheiro?
Ela assentiu acenando a cabeça e disse: eu também
não entendo o que acontece aqui há três
dias... posso quase imaginar, você tem razão.
A propósito, também os vendedores
de automóveis reportam tais movimentos.
Meu cunhado, por exemplo, vende carros de aluguéis
para grandes atacadistas e vangloria-se a alguns dias das
vendas anormais.
O lema: papel-moeda por mercadorias!
|
Isso se desenvolveu somente nas últimas semanas, desde que
o problema bancário foi divulgado também na Alemanha
(HRE, Sparkassen, Postbank). As pessoas sacam seu dinheiro e vão
às compras. Com isso o papel-moeda é trocado com um
valor-real.
As pessoas também vão atrás do carvão.
Conclui-se do Crack-Up-Boom: assim que as massas têm
a sensibilidade que o valor do dinheiro encolhe dramaticamente ou
até desaparece, começa segundo Ludwig von Mises, a
fuga para bens materiais (também chamado de Crack-Up-Boom):
livrar-se rapidamente do dinheiro.
A confiança no dinheiro e no Estado desaparece: Game
Over!
A verdadeira hiperinflação começa agora, pois
a procura irá provocar a explosão dos preços.
É preciso apenas imaginar o que acontece, quando somente
25% das poupanças sejam assim convertidas.
Então os Títulos do Tesouro também serão
vendidos: falência do Estado.
O crepúsculo dos Deuses
O que acontece com um Bailout, pode-se ver no momento
lá na Islândia. Após o salvamento de um grande
banco pelo governo, a moeda se desvalorizou brutalmente.
Na grande esfera de influência do Dólar e do Euro
a situação não está assim, mas o Euro
escorre de forma não desprezível, desde que a crise
bancária atingiu a Europa. O dólar aproveita da manipulação
do mercado e repartição do capital proveniente dos
mercados do Terceiro Mundo e Rússia.

Neste ínterim, aparece na mídia pesadas críticas
aos bancos e "especialistas" que nada querem ver ou mentem
conscientemente.
Como neste artigo da revista Focus Eu
não acredito em mais ninguém:
| Em relação a estes sempre
presentes profissionais, trata-se de pesquisadores econômicos,
especialistas em conjuntura, analistas, diretores de bancos,
políticos financeiros ou jornalistas do mercado econômico.
Quando ouvimos ou lemos suas idéias, podia-se imaginar
que pelo menos este pequeno grupo entende o que no momento ninguém
parece compreender. Suas capacidades retóricas são
pelo menos impressionantes. Porém, o ganho em conhecimento
par ao consumidor da mídia localiza-se ao mesmo nível
baixo do valor das ações. Pois numa análise
detalhada, revelam-se estes supostos especialistas como perdidos
disparatados. |
Sim, eles são: perdidos disparatados. Estes antigos reis
já estão sem roupa.
Nos EUA, erigi-se uma enorme raiva contra os políticos devido
ao Bailout. Os eleitores perguntam-se: "porque
nós devemos pagar pelos erros dos banqueiros com salários
milionários"?
Por este motivo estipulou-se o Bailout no nível de 700 bilhões.
Para comprar todos os papéis podres, seriam necessários
segundo a visão de vários autores uma soma de 5 a
15 trilhões. Por isso esse pano vai fracassar. Então
os políticos serão "os próximos".
Também não será diferente com os políticos
europeus, pois não é possível garantir todas
as poupanças sem destruir a moeda.
Resumo
O colapso do sistema começo agora para valer. Até
o final de outubro será o pânico absoluto. Então
até o último MBA irá perceber o que está
acontecendo.
Também os políticos garantidores do "tudo está
bem" serão desmascarados como mentirosos e provavelmente
irão ter que fugir da revolta popular. Nem um estado de guerra
irá ajudá-los agora.
Não se deve esquecer: banqueiros e políticos cavaram
a própria cova com a reflação a partir de 2001,
agora explodem conjuntamente as bolhas e os bancos. Seguir-se-á
o "dia do ajuste de contas". Arnie (Schwarzenegger) iria
dizer "Judgment Day", mas ele mesmo está falido
com sua Califórnia.
Algumas medidas de precaução
Agora é época de desenterrar o manual de sobrevivência,
ou consultar especialistas em medidas de precaução
como sr. Spannbauer (www.krisenvorsorge.com). Eu próprio
posso apenas ajudar em assuntos financeiros ou na preparação
de uma empresa, mas não na própria sobrevivência.
Aqui algumas dicas:
- venda todos seus papéis de investimentos (menos ações
em minas de ouro), caso você ainda não o tenha feito
- da mesma forma, agir com os seguros de vida, fundos, imóveis
(menos terra agrícola)
- reduza o nível de suas contas correntes ao mínimo
necessário, fuja de bancos de alto risco, distribua o dinheiro
restante em vários bancos
- guarde o dinheiro vivo em notas pequenas, pois cartões
de crédito etc serão logo, logo, inúteis
- quem ainda não se protegeu com ouro e prata, deve juntar
a última sobra
- forme uma dispensa com gêneros de primeira necessidade
para o próximo semestre. Várias dispensas são
melhores caso uma seja roubada. Innova oferece para isso meios para
conservar
- providencie agora fonte de energia alternativa (forno a carvão,
geradores), enquanto podemos comprá-los ainda com Euro
- reflita como você pode sobreviver sem salário,
pois as empresas fecharão maciçamente quando os bancos
falirem
- prepare um plano de fuga para:
a. o caso de criminalidade explosiva
b. o caso de uma ditadura
É isso: eu desejo ainda
Good Luck!
Walter Eichelburg, Engenheiro.
hartgeld.com
05 de outubro de 2008
O autor do artigo não é um consultor
finaceiro, mas sim um investidor em Viena - NR.
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