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Pode-se “salvar” as pessoas?
Quem quiser salvar o mundo, tem que se salvar
primeiro
Eu recebo sempre de novo cartas de leitores em hartgeld.com,
onde leitores tentaram preparar seu entorno para um crash
financeiro. Na maioria das vezes sem êxito. Este artigo mostra
por que não dá certo.
Cartas de leitores
A maioria das cartas encontra-se em http://www.hartgeld.com
Aqui uma típica correspondência da Alemanha: Psicologia
de um cidadão comum
Eu recebi hoje um e-mail de um parente,
que eu ainda tinha avisado no ano passado antes do iminente
colapso dos bancos. Eu acho a resposta psicologicamente interessante.
Ela reflete uma típica reação de um “cidadão
normal”, que podemos vivenciar freqüentemente:
“É gentil que você se
preocupe com nosso dinheiro... somente soa bastante como “disseminadores
de pânico”!! (parecido com algumas seitas!!!)
Eu já sei que assim não dá para continuar
com nosso nível de vida, mas certamente eu não
vou aplicar meu dinheiro em alimentos em conservas, também
não em barras de ouro!! E caso aconteça algo,
eu não vou com certeza responsabilizá-lo. Ou
seja,... simplesmente aproveitar a vida (aproveitar o que
a gente tem agora... “viver o presente...”) e
não ter medo constante do que em algum momento pode
ou poderia vir acontecer!!! Totalmente seguro nunca estaremos...
mas com permanente medo eu também não vivo melhor
(e pegaria talvez algumas doenças por isso!!!)”.
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Nesta carta da Áustria, a situação já
é entendida, mas não se quer tomar consciência:
A propósito, eu recebi quatro
semanas atrás a visita de parentes do Canadá
– a situação se desenvolve por lá
(imóveis, bancos, salários, aumento de preços
da cesta básica e energia) igualmente dramática
como nos EUA, todos estão realmente chocados –
o “American way of live” chegou ao fim!
A situação lá é muito pior do
que a mídia nos mostra.
Eu tenho totalmente minhas opiniões
confirmadas através de suas análises (pelas
quais colho risos de compaixão de meus conhecidos),
há muito tempo eu quitei minhas dívidas e me
preparei adequadamente para a crise – o despertar da
sociedade decadente e seus políticos será amargo.
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Aqui uma carta da Áustria, que mostra um entorno mais aberto:
Agora eu tento com minha família
e meus pais (fiz agora 18 anos) poupar dinheiro mais que possível
para nos prepararmos diante do inevitável Crash. Bens
desnecessários são vendidos e liquidados para
juntar com os ganhos a maior quantidade possível de metais
preciosos – o que não é muito fácil.
Eu espero que nós terminemos tudo logo, para que nós
possamos encostar relaxados e esperar o colapso.
No início, eu me deparei (e ainda me deparo parcialmente)
com uma enorme e negativa crítica – principalmente
de meu pai – pois ele acreditava piamente em cada linha
e frase que os freqüentemente manipulados repórteres
da ORF e dos jornais anunciavam. Lentamente ele também
começou a abrir um pouco seus olhos e também deveria
estar claro a qualquer um com um pouco de consciência,
que – minimizando – algo na situação
atual não pode estar certo. |
A clara rejeição na população contra
medidas de prevenção já deve estar diminuindo
por causa da contínua cobertura da crise, todavia, existe
um longo caminho entre reconhecimento e fazer alguma coisa. As pessoas
não estão acostumadas tomar a iniciativa por si próprias.
Deve-se distribuir avisos de perigo?
Este dia chegou um tipo de panfleto no hartgeld.com. Se
algumas modificações forem introduzidas, provavelmente
ele seja publicado:

O objetivo do autor é distribuir este panfleto para todos
os vizinhos e com isso alertá-los.
Tal aviso é, pois, bastante nobre, todavia, eu sou da opinião
que com isso no momento você será considerado membro
de uma seita. A crença no sistema é ainda muito forte
e o sistema tenta acalmar ininterruptamente.
Além disso, neste exemplo temos muita informação
e pressupõem muito conhecimento financeiro. A maioria das
pessoas provavelmente não irá (querer) entender.
Não se pode salvar as pessoas
Crises financeiras têm algumas características que
não se deixam reconhecer pela maioria das pessoas:
- Elas se anunciam bem antes, mas os sinais
são indecifráveis para a maioria das pessoas,
especialmente aquelas sem experiência de crises
- Todos os responsáveis afirmam constantemente
que “tudo está em ordem”
- No último momento começa
a fuga secreta dos Insider, que leva finalmente ao desmoronamento
do castelo de cartas
- A verdadeira e maciça crise com
perda de patrimônio para a massa e bancos fechados
começa subitamente. Então é tarde demais
para salvar alguma coisa.
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Como exemplos, valem:
- A crise da Ásia em 1997, que teve seu início
na Tailândia após a explosão de uma
bolha imobiliária. O Bath foi defendido até
os últimos dólares do banco central, até
não dar mais
- A crise da Rússia em 1998, onde primeiro os juros
dos títulos públicos se elevaram até
135% e então desapareceram as notas de Dólar,
Marco alemão e até de Rublo
- crise da Argentina em 2001, que se precipitou através
da fuga de capital para o exterior. Como foram retirados
US$ 1 bilhão por dia, em algum dia a casa caiu
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Em todos esses casos, os “responsáveis” até
o último dia “acalmaram” e gastaram as últimas
reservas na prorrogação da crise.
A massa sempre vem tarde demais
Em todos esses casos, a crise já tinha se anunciado muito
antes. Quando a coisa se tornou realmente séria, maciças
somas de dinheiro foram resgatadas do país pelos Insider
financeiros (Big-Money = Bancos, Hedge-Fonds, pessoas com dinheiro
e conhecimento financeiro). Até mesmo estas pessoas acreditam
muito tempo na “Story”. Mas determinados indicadores
levam-nos então à fuga em massa.

Quem não participa desta fuga, perdeu e não pode
salvar praticamente mais nada. O “Smart-Money” fugiu
naturalmente antes, na entrada dos indicadores negativos.
Logo que a massa acorda, os bancos já fecharam as portas
e a moeda se desvalorizou. Eles podem então bater nas portas
dos bancos como na Argentina, mas isso não adianta, pois
o dinheiro já se foi. Este já foi gasto anteriormente
em créditos “sub-primes” ou fugiu justamente
ainda no último momento.
A diferença entre a Rússia 1998
e a Argentina 2001
Ambos países tiveram hiperinflação alguns
anos antes. Resultado: muitas pessoas, principalmente a elite, sabiam
como se comportar numa crise financeira e puderam agir segundo a
“experiência aprendida”. Mas também aqui
sucumbiram 95%.

Aqui a coisa é muito pior. Na Alemanha, a última
hiperinflação foi na reforma monetária em 1948,
nos EUA não existiu isso em 200 anos. Por isso nos falta
completamente sensibilidade par auma crise financeira.
Por isso pagarão um preço alto no Ocidente provavelmente
99,9% das pessoas e perderão quase tudo. Além disso
a situação aqui é dificultada, que não
se pode fugir mais para o Dólar ou Marco alemão (hoje
o Euro), mas deve-se fugir para fora do sistema, pois o sistema
todo irá entrar em colapso. Para os argentinos foi bem mais
fácil: eles só precisaram transferir seu dinheiro
em Dólar para uma conta em Miami.
Problema Hiperinflação
No momento, os bancos centrais e governos dos EUA e Europa fazem
uma clara política monetária hiperinflacionária.
Eles “imprimem” dinheiro para salvar os bancos.
Até agora esta política funciona, pois as divisas
como Euro, Dólar, Libra e Franco Suíço, são
liquidadas raramente, e quando são, então trocadas
pelo Smart-Money por petróleo ou cereais no mercado de futuros.
Mas a grande fuga dos papéis de valores como ações
ou títulos do tesouro assim como as divisas ainda não
aconteceu.
Caso agora os importantes bancos centrais com o da China vendam
seus títulos norte-americanos e os dólares, então
os Insider esperam um colapso do Dólar dentro de uma semana.
Todas as ações de salvamento atuais serão
então mais difíceis e exigirão impressão
maciça de dinheiro para não permitir que os juros
explodam. Além disso, aparecerão a restrição
de compra de moeda estrangeira, a fim de que os próprios
cidadãos não consigam sumir com o dinheiro.
Até agora funciona ainda a manipulação do
mercado como contenção do preço do ouro (um
importante barômetro) e a falsificação de estatística
oficiais. A questão é por quanto tempo ainda. Pois
até agora eles conseguiram conter o Big-Money no
sistema. O sapo ainda pode ser cozinhado na “água da
inflação”. A questão é: quando
os “grandes sapos” (Big Money) vão pular fora.
E eles vão fazer isso.

Os “pequenos sapos” com certeza vão ser cozidos.
Não se pode salvá-los, porque eles acreditaram tempo
demais no sistema e no governo – e reagem sempre tarde demais.
Corrida generalizada aos bancos nos EUA?
Mais proeminente é a desconfiança entrementes no
sistema dos EUA. E não somente por causa de algumas falências
de bancos e muitos “Bancos-trêmulos” – devem
ter 700 na lista.
Em diversos fóruns aparecem no momento “Relatórios
de Insider” como este
(16 de julho):
I get on the phone with him, and he
immediately tells me that his wife just got laid off from
Indy Mac, so life is kind of sucking for them right now. Then
he proceeds to tell me that both he and his wife (who have
very close contacts at banks) have heard from reliable sources
that the industry FULLY expect a massive run on savings and
loans in the very near future. We're talking weeks, if not
days. We are now officially on Banking System Deathwatch,
ladies and gentlemen, because the next big bank that falls
will be the domino that unleashes the runs on the other banks.
He said WaMu is certifiably D.O.A and will
almost certainly be the next victim. He said the industry
would be surprised if WaMu makes it another 30 days. Downey
Savings and First Federal are the next dogs to die, according
to him.
If it hadn't been so sad and scary, I would
have actually enjoyed my I-told-you-so moment. But this guy
is genuinely frightened now. You can hear the panic in his
voice. He told me, point-blank: "It's all coming down.
The whole system is crashing."
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Aqui é previsto um Run a todos os bancos públicos
para as próximas semanas, com a falência do Washington
Mutual (WaMu) como estopim. Esta falência iria liquidar
muitas vezes os seguros de depósitos.

Vamos esperar qual banco falido será anunciado na próxima
sexta-feira (neste final de semana eles irão anunciar). Em
algum momento resultará um completo Run a todos
os bancos.
O fundo de seguros de depósito dos EUA, o FDIC, está
bastante bravo com os blogueiros, pois estes espalham informações
que deveriam permanecer secretas, como sua “lista da morte”.
Muitas pessoas, principalmente firmas tiram nos EUA sistematicamente
dinheiro dos bancos críticos. Um grande Run aos
bancos norte-americanos continuará mundo afora, pois em todo
lugar existem bancos podres.
Nós não devemos achar que estamos
salvos
O que acontecer nos EUA está certamente bem longe, todavia
o sistema bancário internacional é bastante interligado.
Somente a crise norte-americana dos Sub-Primes quase fez
falir um banco estadual alemão em 2007 e provavelmente ainda
o irá fazer.
O seguro alemão de depósitos é com 4,6 bilhões
de Euro ainda pior abastecido com capital do que o FDIC dos EUA.
Uma quebra mediana de bancos desaparecerá com ele.
Quem não salva a si próprio
Com escreveu tão bem Jim Sinclair (traduzido):
Quem quiser salvar o
mundo, tem que se salvar primeiro. |
Fato é que:
Ou se está receptível para este assunto e quer ver
claramente os maus presságios pregados na parede.
Então pode-se lidar de acordo. Para isso deve-se estudar
o assunto. Entrementes, existem na mídia interessantes informações
bastante úteis. As conexões entre elas devem ser feitas
por você mesmo.
Este resumo
de Ian Gordon deve mostrar a todos que nós vivenciamos agora
a repetição da depressão de 1930.
Além disso, a depressão de hoje deverá ser
a “grande depressão”, pior do que aquela dos
anos de 1930. Também naquela época existia o mesmo
jogo de falsas informações de cima e não-querer-acreditar.
Sorry pela massa, que continua a acreditar que tudo irá
ser como nas últimas décadas – ela irá
sentir. Ela não quer escutar.
A gente pode sim dar dicas a outras pessoas, mas não
se deve tentar bancar o missionário. Elas devem
bater por si próprias com o nariz no chão, mesmo que
seja então tarde demais. E sempre foi assim. Não se
pode salvá-las, pois isso elas têm que fazer por si
próprias.
Walter Eichelburg, Engenheiro.
01 de agosto de 2008
O autor do artigo não é um consultor
finaceiro, mas sim um investidor em Viena - NR.
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