| O débâcle
de Wannsee
“A mídia repete sempre
aqui e ali a estória insensata de que o extermínio
dos judeus tenha sido decidido em Wannsee.” -
Yehuda Bauer
R. Agora, caros ouvintes, eu gostaria de dirigir
uma pergunta a vocês. Eu peço o favor para levantarem
a mão aqueles que, entre vocês, sabem o que é
o Protocolo de Wannsee...
Isto é a grande maioria dos presentes. Agora,
por favor, levantem a mão aqueles que presumem conhecer o
conteúdo do Protocolo de Wannsee...
Agora são somente algumas pessoas. Eu escolho
agora despoticamente, o senhor lá atrás. Você
conhece o conteúdo do Protocolo?
P. Sim!
R. Então você poderá nos dizer
brevemente, o sentido daquilo que está escrito no Protocolo.
P. Pelo que me lembro, foi decidido na Conferência
de Wannsee o extermínio dos judeus europeus, assim como as
necessárias medidas para isso.

R. Eu pedi para você me informar o que está
escrito no Protocolo, e não o que foi decidido na Conferência.
Então? Você leu o Protocolo?
P. Não, mas a gente sabe o que foi decidido
lá.
R. Ah, a gente sabe! Então é de conhecimento
público? Agora, me permita primeiro falar o que consta e
o que não consta no Protocolo de Wannsee.
Este Protocolo trata sobre a dificuldade da definição
de meio-judeu e um-quarto-judeu e o número de judeus dentro
dos territórios de domínio alemão. Ele relata
as medidas executadas até então para proceder com
a emigração dos judeus que se encontravam nos territórios
de domínio alemão, e explica que no lugar da emigração
passou-se à sua deportação para o leste. No
contexto, sugere-se que os judeus devam se deslocar para o leste
construindo estradas, onde uma redução do contingente
se daria em virtude das duras condições.
[219]
No Protocolo não se menciona uma única
palavra sequer sobre a colocação de judeus em Campos
de Concentração ou de extermínio. Também
não é mencionado de qual forma os judeus deveriam
ser conduzidos a um extermínio sistemático. Já
em 1982, o professor Yehuda Bauer, professor na Universidade Hebraica
em Jerusalém, declarou textualmente: [220]
| “A mídia repete sempre aqui
e ali a estória insensata de que o extermínio
dos judeus tenha sido decidido em Wannsee.” |
P. Isso é exatamente o contrário
daquilo que se percebe continuamente na mídia alemã.
R. Isso mesmo. Durou até o ano de 1992, para
que a mídia alemã anunciasse pela primeira vez algo
nesta direção, na ocasião quando o professor
de história de tendência esquerdista, Dr. Eberhardt
Jäckel, explicou publicamente que durante a Conferência
de Wannsee não foi tomada qualquer decisão; segundo
Jäckel, esta tomada já anteriormente, entretanto, ele
não cita a fonte de tal premissa. [221]
Tais correções de historiadores estabelecidos nada
mudou no fato da Conferência de Wannsee ser representada,
como de costume, no acontecimento decisivo para a “Solução
Final da Questão Judaica”. Quem se interessa por fatos,
quando se depara frontalmente com uma boa estória, citando
espontaneamente Oscar Wilde?
E eu não gostaria de parar com isso. Há
muito tempo existem laudos que passaram despercebidos, os quais
demonstram dúvidas quanto à autenticidade do Protocolo
de Wannsee. Dentre deste contexto, em 1987, foi publicado pelo Centro
de Pesquisas de História Contemporânea, em Ingolstadt,
um trabalho detalhado que levanta dúvidas substanciais sobre
a autenticidade dos Protocolos. [222]
Um ano depois, o cientista político Udo Walendy
publicou um estudo detalhado sobre os Protocolos de Wannsee. [223]
Ele se caracteriza, sobretudo pela investigação
das declarações daqueles que participaram da conferência
e por causa disso foram levados após a guerra aos tribunais
militares dos aliados.
P. Então não é questionado
se a conferência tenha acontecido?
R. Não, claro que não. Segundo as
declarações dos participantes, nesta reunião
foi apresentada a todos por Heydrich, através da procuração
dada a ele por Hitler, uma palestra sobre a evacuação
dos judeus nos territórios ocupados do leste. Nada foi mencionado
sobre extermínio através do trabalho. O conteúdo
do suposto Protocolo também não está correto,
pois faltam alguns assuntos que foram discutidos, enquanto algumas
coisas mencionadas não foram tema do encontro.
A mais recente abordagem na investigação
da autenticidade dos Protocolos, em forma de laudo pericial, [224]
levou a inúmeros indícios e provas que se trata de
uma falsificação, sim, da “falsificação
do século”. [225] Junto
a vários erros estilísticos e formais, há um
ponto central nestes protocolos: o caractere “SS”. É
conhecido que a maioria das máquinas de escrever oficiais
no Terceiro Reich possuía um caractere próprio com
a forma rúnica “SS”. Não seria algo perturbador
se na falta de tal máquina alguns dos exemplares do Protocolo
– segundo este existiam 30 despachos – fossem escritos
com máquinas de escrever comuns.
Torna-se desagradável, porém, quando
dos 30 despachos, somente restou o 16° e logo este em pelo menos
dois exemplares, um com a versão normal do caractere “SS”
e outro com a versão das runas “SS”. Na tabela
5 estão expostas as primeiras variações das
versões conhecidas atualmente. Somente uma delas deve ser
a versão original, todos os outros exemplares não
são autênticos.
De forma semelhante comporta-se com os adendos ao
“Protocolo de Wannsee”, que se apresentam analogamente
em dois exemplares, uma vez na versão normal da “SS”
e outra na versão rúnica da “SS”. Todavia,
aqui a coisa é clara: não se tenta apenas preservar
os parágrafos, mas também foram copiadas as anotações
feitas à mão por algum funcionário público
na segunda versão. Infelizmente, em relação
ao texto escrito à máquina, essas anotações
estão deslocadas alguns milímetros, portanto, a falsificação
é notória para qualquer um. A prova da falsificação
de pelo menos um destes exemplares foi revelada sem dúvida
alguma com isso. Sobre o sentido desta manipulação,
pode-se apenas especular.
P. Sobre isso há alguma reação
dos historiadores estabelecidos?
R. Prof. Dr. Ernst Nolte mostrou ter dúvidas
quanto à autenticidade dos Protocolos [226],
e o Prof. Werner Maser, em 2004, considerou a falsificação
de pelo menos uma cópia do adendo com os mesmos argumentos
sem mencionar, entretanto, o estudo anterior. [227]

P. Ele plagiou então?
R. Ou ele chegou à mesma conclusão
por si próprio e não conhece o laudo de Bohlinger.
Em todo caso, ele não mencionou quem encontrou primeiro os
fatos, o que seria correto.
P. Mas então ele teria citado uma fonte
suspeita e se tornaria ele mesmo suspeito.
R. Sim, a mesma escolha entre Cila e Caribdis. De
resto, os demais historiadores, mídia e representantes oficiais,
permaneceram calados.
P. Mesmo entre os Revisionistas, não há
controvérsia se o Protocolo seja realmente uma falsificação?
R. O historiador italiano Carlo Mattogno, cujos
trabalhos nós iremos conhecer a fundo mais tarde, tem de
fato a visão de que pelo menos uma versão do Protocolo
possa ser autêntica. Todavia, ele não vê contradição
alguma entre o conteúdo do Protocolo e a principal tese revisionista
– não há plano, ordem e execução
de um assassinato em massa sistemático, e com isso ele tem
razão sem dúvida alguma. Caso se comprove realmente
que uma das versões conhecidas do Protocolo de Wannsee, ou
alguma a vir ser descoberta, seja autêntica, seria somente
afirmado, segundo o conteúdo, que a tese do extermínio
não se deixa provar com este documento.
P. Mesmo que uma versão do adendo tenha
sido falsificada, isso não prova que a outra seja falsa.
E o mesmo vale também para o próprio Protocolo.
[228] E além do mais, tudo isso não iria provar
que o extermínio não existiu!
R. Está correto. Eu não excluí
de propósito a relação do Protocolo de Wannsee
à realidade ou não de algum acontecimento, mas somente
disse que com isso não se deixa comprovar de forma alguma
a tese do extermínio. Eu saliento, entretanto, que a possível
falsificação do Protocolo de Wannsee não se
trata de algo insignificante. Vejam, apresentando o conteúdo
de um documento totalmente inadequado, durante décadas a
fio, como prova principal para a própria tese, e este documento
é falsificado, então recai-se na suspeita de porventura
não possuir qualquer outra prova melhor. Sim, se expõe
à suspeita de cumplicidade com o falsificador, ou até
com a falsificação. A pergunta que se origina aqui
é: alguém que está convencido da veracidade
de sua tese, iria lançar mão de uma falsificação?
Alguém que tenha a prova para a plausibilidade de sua tese,
iria utilizar tal primitiva falsificação e apresentá-la
doentiamente como verdadeira mesmo com a notória insustentabilidade?
Entendam-me bem: a prova de um Protocolo de Wannsee
falsificado e adulterado, assim como de seu adendo, não prova
que o Holocausto não existiu! Ele somente levanta a suspeita
que algo está podre. Quem ainda assim impede a livre pesquisa
à vista desta situação, depõe claramente
contra os direitos humanos fundamentais da livre opinião
e liberdade de pesquisa.
Retornando à pergunta colocada inicialmente,
quem de vocês leu realmente o Protocolo de Wannsee? Eu vejo
que ninguém se manifesta. Caros ouvintes! Eu discorro aqui
sobre um tema que pesa sobre o povo alemão, ou seja, contra
nosso povo, e para ser mais concreto, contra todos vocês que
aqui estão sentados, com a mais terrível acusação
criminal da história da humanidade! Eu reconheço que
vocês, como acusados, nem ao menos se dão ao esforço
em ler a peça principal da acusação.
P. Isso é bobagem. Ninguém acusa
a geração do pós-guerra!
R. E a respeito da sempre novamente exigida vergonha
coletiva e responsabilidade coletiva?
P. Isso é outra coisa. Isso recai em cada
um, se ele aceita isso ou não.
R. Então eu quero ver o político ou
o jornalista que renuncia isso publicamente e exige para os alemães
o caminho digno e o orgulho nacional como normalmente se vê
em outros países, e uma política que defenda os interesses
nacionais! Desta forma não se faz na Alemanha nem carreira,
nem amigos. Mas seja como for. O que eu queria salientar aqui, é
que sejamos conscientes dos fatos aqui expostos; que qualquer um
que se deixa levar sobre esse assunto por uma versão verdadeira
da mídia e dos historiadores, justamente neste instante,
estão abandonados. A repressão de fatos, a educação
de jornalistas à censura e a divulgação reconhecida
de mentiras não são indícios que nossa mídia
nos informe de forma convincente. O que nós precisamos são
pessoas racionais, críticas, esclarecidas e independentes,
que confrontem nossa mídia e também nossos historiadores
com uma boa força de desconfiança.
R - Germar
Rudolf
P - Público
Frases do texto original
foram destacadas em negrito pela Equipe do Inacreditável
- NR
Quem é Germar
Rudolf?
[219] Compare com a reprodução
do fax em Johannes P. Ney, "Das Wannsee-Protokoll", em
Ernst Gauss (Ed.) op. cit. [38], P. 182-189 (www.vho.org/D/gzz/8.html)
[220] "The public still repeats,
time after time, the silly story that at Wannsee the extermination
of the Jews was arrived at", The Canadian Jewish News, 20.1.1982,
P. 8
[221] Eberhard Jäckel,
"Zweck der Wannseekonferenz umstritten", Frankfurter Allgemeine
Zeitung, 22.6.1992, P. 34
[222] Hans Wahls, Zur
Authentizität des "Wannsee-Protokolls", Publicação
do Centro de Pesquisa para História Contemporânea,
em Inglostadt, volume 10, Inglolstadt 1987; n atabela 5, P. 128,
não foram paresentadas todas as versões comparadas
de Wahls.
[223] U. Walendy, "Die
Wannsee-Konferenz de 20.01.1942", HT Nr. 35, Verlag für
Volkstum und Zeitgeschichtsforschung, Vlotho 1988.
[224] R. Bohlinger,
J. P. Ney, Gutachten zur Frage der Echtheit des sogenannten Wannsee-Protokolls
und der dazugehöringen Schriftstücke, Deutscher Rechts-
und Lebensschutz-Verband (Ed.)
[225] "Die Jahrhundert-Fälschung,
das Wannseeprotokoll", Huttenbriefe, Sonderdruck Junho 1992,
como breve publicação do laudo acima de Bohlinger/Ney
[226] E. Nolte, Der
Europäische Bürgerkrieg 1917-1945, Ullstein, Frankfurt
am Main / Berlin 1987, P. 592;
[227] W. Maser, nota
[83], P. 317 et. seq.
[228] Compare também
Norbert Kampe, em: Mark Roseman, Die Wannsee-Konferenz, Propyläen,
Berlin 2002, P. 157-164
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