| Porque não pode ser,
o que não deve ser
"não existe debate sobre
a existência das câmaras de gás"
R. Pode-se imaginar que Prof. Butz não fez
muitos amigos. Ainda menos amigos fez o professor francês
de literatura, Dr. Robert Faurisson, que a partir de 1978 divulgou
sua tese afirmando que foi tecnicamente impossível ter existido
nos Campos de Concentração alemães alguma câmara
de gás para o assassinato em massa dos detentos.[121]
No final de 1978, um grande jornal da França, Le Monde,
decidiu discutir em suas colunas a tese provocadora do Prof. Faurisson,
publicando um artigo de sua autoria.[122]
Em outros artigos posteriores, Faurisson consolida então
sua tese sobre a impossibilidade a cerca das câmaras de gás
com outros argumentos.[123]
A reação dos historiadores estabelecidos a esta provocação
foi característica[124]
e se deixar mostrar de forma exemplar através de uma passagem
da declaração assinada pelo ativista francês
pró-holocausto Pierre Vidal-Naquet, assim como outros 33
pesquisadores franceses:[125]

Jornal Le Monde de 21 de fevereiro de 1979
| “Não se deve perguntar como
foi tecnicamente possível um extermínio em massa.
Foi tecnicamente possível porque aconteceu.
Este é o ponto de partida obrigatório para toda
investigação histórica sobre este tema.
Esta verdade queremos simplesmente lembrar: não
existe debate sobre a existência das câmaras de
gás, e não deve haver nenhum.” |
P. Meus Deus do céu! Mais obstinado por
um dogma não é possível se expressar! Esse
mesmo bitolamento tinha também a Santa Inquisição
ao tratar da existência de bruxas e demônios!
R. Boa comparação. Tal sistemática
recusa mental iguala-se a uma capitulação intelectual.
Isso se percebe depois de algum tempo. A exigência de Faurisson
por provas técnicas e forenses, que as alegadas câmaras
de gás a) foram possíveis e b) existiram de fato,
levaram os especialistas em Holocausto finalmente a desenvolver
o tema de novo: conferências foram organizadas,[126]
e certamente sem a presença de Faurisson e seus colegas.[127]
P. Mas eles não queriam refutar suas teses?
Para isso deveriam dar-lhes a oportunidade de apresentá-las
e então defendê-las, se isso fosse ainda que possível.
R. Isso seria o estilo requintado, o científico.
Mas não se trata de ciência as publicações
resultantes da conferência, pois lá nem as teses de
Faurisson foram mencionadas. A obra mais conhecida entre elas foi
Nationalsozialistische Massentötungen durch Giftgas[79],
editada pela primeira vez em 1983 por Eugen Kogon e toda uma lista
de proeminentes europeus do Holocausto, e dedicada exclusivamente
na apresentação dos revisionistas, amaldiçoando-os,
sem mencionar livros ou nomes, como perversos extremistas e cujas
teses têm que se refutadas.
P. Os Revisionistas são atacados pessoalmente
sem que o leitor tenha a possibilidade de formar uma idéia.
R. Certo. Além disso, é reconhecido
que este livro foi publicado para refutar os maldosos negadores
uma vez por todas.
P. Mas quando logo se admite que o objetivo seja
refutar, não deveriam mostrar qual afirmação
deve ser refutada?
R. Isso é a máxima da ciência.
P. E Kogon e seus co-autores não fazem isso?
R. Não, nenhuma pista disso. As teses apresentadas
por Faurisson sobre a impossibilidade dos alegados gaseamentos de
pessoas assim como as provas forenses exigidas por ele para o alegado
extermínio em massa foram simplesmente ignoradas. Ao invés
disso, as antigas cantigas foram repetidas, com extratos de documentos
retirados de seu contexto histórico e, portanto, distorcidos,
assim como com discutíveis testemunhos para “provar”
o que se queria provar a todo custo.
P. Como você sabe que os autores queriam
provar uma opinião pré-concebida?
R. Bem, da própria declaração
na introdução, página 2: sob o título
“Sobre este livro”, aparece surpreendentemente
esta frase:
| “Para poder combater e reprimir com
eficácia esta tendência (a negação
do extermínio em massa), toda a verdade histórica
tem que ser uma vez por todas irrefutavelmente proclamada.” |
P. O que é aqui pré-concebido?
R. Inicialmente nenhuma posição se
deixa proclamar como verdade “uma vez por todas irrefutavelmente”.
Tudo está submetido à constante revisão à
medida que novos conhecimentos ou possibilidades de interpretação
surjam. Em segundo lugar, é loucura pura escrever que uma
determinada tese científica deva ser combatida com
eficácia e reprimida. Afirmações incorretas
devem ser corrigidas, isto é certo. Mas colocar em um mesmo
plano afirmações incorretas com posições
dissidentes, como acontece aqui, e querer combatê-las –
como se a ciência histórica fosse um campo
de batalha – prova irrefutavelmente que os autores
desta frase estão completamente convencidos que as teses,
as quais contradizem suas posições, precisam ser
falsas. Principalmente então, quando em seguida não
se aborda estas alegadas teses falsas. Se isto não é
preconcebido, então eu não sei o que é preconceber.
R - Germar
Rudolf
P - Público
Frases do texto original
foram destacadas em negrito pela Equipe do Inacreditável
- NR
Quem é Germar
Rudolf?
[121]
Compare R. Faurisson, “Es gab keine Gaskammern”, Deutscher
Arbeitskreis Witten, Witten 1978.
[122]
“’Le Problème des chambres à gaz’
ou ‘la rumeur d´Auschwitz’”, Le Monde,
29.12.1978, pág.8.
[123]
R. Faurisson, “Le camere a gás non sono mai esistite”,
Storia illustrata, 261 (1979), pág.15-35; inglês: “The
Gas Chambers: Truth or Lie?” JHR, 2(4)(1981), pág.319-373.
[124]
Compare a documentação em Robert Faurisson, Mémoire
em défense, La Vieille Taupe, Paris 1980, principalmente
pág.71-101; compare também Serge Thion (ed.), “Vérité
historique ou vérité politique?", La Vieille
Taupe, Paris 1080.
[125] Le Monde, 21.02.1979
[126]
Na Sorbone, Paris, 29 de junho a 2 de julho de 1982 sob o título
“Le national-socialisme et les Juifs”; compare
Ecole des hauts études em sciences socials (Ed.), L’Allemagne
nazie et le génocide juif, Gallimard/Le Seuil, Paris
1985; de 11 a 13 de dezembro de 1987 realizou-se na Sorbone um segundo
colóquio, compare R. Faurisson, Écrits révisionnistes,
Vol.2, pág.733-750. Uma outra conferência aconteceu
em Stuttgart, compare Eberhard Jäckel, Jürgen Rohwer,
Der Mord an den Juden im Zweiten Weltkrieg, Deutsche Verlag-Anstalt,
Stuttgart 1985.
[127]
Principalmente a obra de Wilhelm Stäglich, Der Auschwitz-Mythos,
Grabert, Tübingen 1979 e de Wilhelm Niederreiter (alias Walter
Sanning) já mencionada análise estatística,
“Die europäischen Juden. Eine technische Studie zur
zahlenmäßigen Entwicklung im Zweiten Weltkrieg, Teil1-4”,
Deutschland in Geschichte und Gegenwart 28(1-4)(1980), pág.12-15;
17-21; 17-21; 25-31
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