| 30 de janeiro de 1933
A vitória da verdadeira democracia
Em 30 de janeiro de 1933, apareceu no "Völkische Beobachter" o título: "Mensagem
de Ano Novo de Adolf Hitler! O movimento Nacional-Socialista é a
última força de nosso povo, última esperança e único futuro!" O
Führer expôs neste pronunciamento sua visão geral sobre a situação
na Alemanha e salientou que o movimento já tinha ultrapassado 12
eleições sem paralelo e apesar de tudo, o partido atingiu grandes
êxitos e superou todos os obstáculos criados contra ele. Então o
Führer reforçou mais uma vez os motivos pelos quais o levaram a
abdicar, a 13 de agosto e 24 de novembro de 1932, sua entrada em
um governo que não era Nacional-Socialista. Ele explicou: "O direito
do primogênito de nosso movimento não será vendido", e então prosseguiu:
"Pois se nossos adversários nos convidam a participar de tal governo,
então eles não o fazem com o intuito de nos passar aos poucos todo
o poder, mas sim na convicção de tirá-lo de nós para sempre!" Sobre
os projetos para o futuro, o Führer escreveu: "Nós saudamos o Movimento
Nacional-Socialista, seus mártires mortos e os guerreiros vivos!
Viva a Alemanha, o povo e o Reich!"
Já a 4 de janeiro de 1933, aconteceu uma conversa reservada entre o Führer
e o antigo Chanceler do Reich, von Papen, na presença de Rudolf
Heß e Heinrich Himmler, sobre a participação em um futuro governo.
Apesar das necessárias negociações, o Führer sempre permaneceu consciente
que a única força real para a renovação da Alemanha estava no próprio
povo alemão. E por isso é que Adolf Hitler foi ao seio do povo a
15 de janeiro de 1933, nas eleições regionais no Lippe, e falou
no período de 5 a 14 de janeiro em não menos de 16 locais desta
pequena região. A eleição, em si nem tão importante, teve uma importância
fundamental haja vista a situação geral da política. Desde a preocupante
eleição para Chanceler do Reich a 6 de novembro de 1932, com a perda
de quase 2 milhões de eleitores e a traição de Gregor Strasser,
o movimento se encontrava em uma posição muito difícil. Os partidos
contrários, dos nacionalistas até os comunistas, triunfaram sarcasticamente
e publicavam diariamente em sua imprensa, que representava ainda
naquela época 95% da totalidade da imprensa alemã, artigos de páginas
e páginas sobre a suposta e contínua queda do NSDAP. Os aparentemente
adormecidos partidos acordaram no verão de 1932 para novas atividades
e confundiram novamente o eleitorado com sua forte convicção de
vitória. Embora a situação fosse muito séria para o partido, os
verdadeiros Nacional-Socialistas não duvidaram sequer um minuto
na vitória final do Movimento. Mas como a personalidade não conta
em uma democracia, mas sim a avaliação dos números, e a luta pelo
poder deveria ser conforme as regras da democracia parlamentarista,
nesta nova eleição não poderia acontecer uma nova queda do número
de votos. Partindo-se desta premissa, o movimento utilizou-se de
todos os meios disponíveis para angariar uma vitória nesta luta.
Desta forma a eleição se transformou num acontecimento histórico,
pois ela provou sem dúvida alguma que todas as especulações dos
adversários fracassaram e que o povo alemão depositava novamente
em Adolf Hitler toda sua confiança. O NSDAP conquistou lá 39.065
votos contra 33.038 votos da última eleição do Reichstag a 6 de
novembro de 1932.
Este resultado foi a prova definitiva para toda a Alemanha de que a força do
Movimento não tinha se exaurido, mas sim destinava-se a uma nova
ascensão.
Mas Adolf Hitler ainda não estava no poder, e a miséria aumentava continuamente.
Toda Alemanha reconhecia que se aproximava uma catástrofe inimaginável
sobre todo o povo alemão, caso não se chegasse agora numa clara
relação de poder. Não se tratava mais agora da vitória do Movimento,
mas sim da existência do Reich alemão e da vida de milhões de cidadãos
alemães. O marxismo internacional recebia diariamente o fluxo de
pessoas amarguradas e revoltadas. Somente um completo hipócrita
poderia ignorar que o bolchevismo chegava à Alemanha, para exterminar
todo o povo com um assalto sangrento, e entregá-lo ao subdesenvolvimento.
Até mesmo o estrangeiro reconhecia a miséria irrestrita na Alemanha e publicava
longos artigos sobre a situação delicada do povo alemão. Um jornal
suíço escreveu sobre isso: "No momento, espera-se antes uma piora
do que uma diminuição da miséria. O único consolo recai-se na convicção
de que tal situação que rouba das pessoas o seu melhor, a capacidade
produtiva, não pode permanecer para sempre, e deve encontrar seu
final em breve – como, nós ainda não sabemos."
Apesar daquela hora da catástrofe poder surgir sobre a Alemanha a qualquer
momento, foram necessários vários dias de difíceis negociações para
levar o círculo governante a passar o poder a Adolf Hitler.
A 17 e 18 de janeiro, o Führer e Hermann Göring negociaram com o Deutschnationalen
Volkspartei e von Papen. De 20 até 28 de janeiro, a mando do Führer,
Hermann Göring continuou as conversações com o Secretário de Estado
do Presidente do Reich, Meißner, com o Stahlhelmführer Seldte e
Franz von Papen, até chegar a um compromisso final a 28 de janeiro.
Finalmente, a 28 de janeiro de 1933, acontecia a renúncia do gabinete do General
Schleicher, que ainda mantinha a audácia de exigir do Presidente
do Reich uma assinatura para dissolução do Reichstag, sem solicitar
a convocação para novas eleições. Ele acreditava que deste modo
poderia continuar a governar contra o povo alemão. O conselheiro
do Presidente do Reich von Hindenburg percebeu o terrível perigo
que este novo experimento de governo poderia trazer, e chegaram
finalmente ao consenso de que somente Adolf Hitler estava na condição
de resgatar o povo alemão do abismo. (Em total ignorância da situação
política, o Chanceler do Reich, General von Schleicher, exigiu do
Presidente do Reich um decreto para uma nova dissolução do Reichtag
sem convocação de novas eleições. Devido às conversações anteriores
com Adolf Hitler, o Presidente do Reich recusou esta intenção, a
qual sem dúvida alguma levaria à guerra civil.)
Hermann Göring levou avante sob ordens do Führer as necessárias negociações
e manteve com os representantes de Hindenburg ainda algumas importantes
conversas, onde foram sanadas os últimos obstáculos. A 29 de janeiro,
ele pode anunciar ao Führer que sua designação como Chanceler do
Reich era iminente.
Na manhã de 30 de janeiro de 1933, o Führer foi então recebido pelo Presidente
do Reich von Hindenburg para uma conversa; em seguida, o Presidente
do Reich nomeou Adolf Hitler para Chanceler do povo alemão e empossou-o,
assim como os novos membros do novo gabinete. Ao mesmo tempo foram
nomeados: Dr. Wilhelm Frick para Ministro do Interior do Reich e
Hermann Göring para Ministro do Reich sem pasta específica.
Junto aos nacional-socialistas, os seguintes homens foram incorporados ao gabinete:
Franz von Papen como Vice-chanceler, Freiherr von Neurath como Ministro
do Exterior, Graf Schwerin von Krosigk como Ministro da Fazenda,
General Werner von Blomberg como Ministro da Defesa, Alfred Hugenberg
como Ministro da Economia, Alimentação e Agricultura, Freiherr von
Eltz-Rübenach como Ministro dos Transportes, Franz SEldte como Ministro
do Trabalho, Franz Gürtner como Ministro da Justiça e Dr. Gereke
como Comissário do Reich para criação de empregos.
Com isso foi atendida a exigência de longa luta de Adolf Hitler para ocupar
o cargo de Chanceler do Reich alemão. Mas com ele entraram somente
dois nacional-socialistas no novo gabinete. Todos os outros ministros
orbitavam nas esferas dos partidos populares nacionalistas.
A lista dos ministros de Estado mostrava claramente que foi feito um importante
esforço para não permitir posições-chave ao NSDAP, uma prova de
que alguns grupos políticos ainda não tinham percebido até aquele
instante a surpreendente e grandiosa personalidade de Adolf Hitler,
e tentavam criar dentro do gabinete certo contra-peso ao Nacional-Socialismo.
Os adversários da cosmovisão nacional-socialista salientavam o fato com satisfação;
os nacional-socialistas sabiam, entretanto, que com a posse de Adolf
Hitler como Chanceler, todas as dificuldades mais importantes para
a formação de um novo Reich foram superadas.
O dia 30 de janeiro de 1933 entrará na história da Alemanha e do mundo como
um divisor de águas histórico. A notícia da nomeação de Adolf Hitler
como Chanceler do povo alemão provocou em todos os estados alemães
uma imensa euforia. Aquilo pelo qual centenas deram suas vidas e
milhões desejavam, finalmente aconteceu. Mas também a maioria dos
antigos opositores do Movimento Nacional-Socialista saudou o acontecimento
na esperança que agora uma derradeira mudança acontecesse. Na noite
de 30 para 31 de janeiro de 1933, marchou na capital do Reich um
grandioso desfile de tochas na presença do Führer e no idoso Presidente
do Reich.

Desfile de tochas pelo Portão de Brandenburg
Em 1º de fevereiro de 1933, o Presidente do Reich von Hindenburg dissolveu
por ordem do Führer o paralisado Reichstag e determinou o dia 5
de março para eleições dos novos representantes do povo. No mesmo
dia, Adolf Hitler falou pela primeira vez na rádio alemã e anunciou
a "Conclamação do Governo do Reich ao povo alemão". Após um retrospecto
dos últimos 14 anos de desgraça e miséria geral, o Führer disse
textualmente: "A tarefa que nós temos que solucionar é a mais difícil
da história política alemã. Porém, a confiança em todos nós é ilimitada,
pois nós acreditamos no povo e em seu valor ilimitado. Camponeses,
operários e cidadãos, eles devem fornecer juntos o tijolo para o
novo Reich!"
O Führer anunciou então o primeiro plano de quatro anos, onde disse:
"Em 14 anos, os partidos do novembro (de 1918) arruinaram a agricultura
alemã.
Em 14 anos, eles criaram um exército de milhões de desempregados.
O governo nacional realizará com determinação de ferro e tenaz
perseverança o seguinte plano:
Dentro de quatro anos o camponês alemão deverá ser retirado da
miséria.
Dentro de quatro anos o desemprego deverá ser superado definitivamente.
Ao mesmo tempo, com isso, aparecem os pré-requisitos para o renascimento
da economia."
Ao final, Adolf Hitler explicou:
"Agora, povo alemão, nos dê o período de quatro anos e então nos julgue.
Fiel à ordem do Marechal, vamos começar. Queira Deus Todo-poderoso
tomar nosso trabalho em sua misericórdia, fortalecer nossa vontade,
abençoar nossa visão e nos premiar com a confiança de nosso povo.
Pois não queremos lutar para nós, mas sim pela Alemanha!"
Enquanto a grande massa estava ciente da seriedade da hora e da grande missão
anunciada, os marxistas tentavam mais uma vez realizar seus planos
através de assassinatos e do terror. E sendo assim, nas horas que
se seguiram ao 30 de janeiro de 1933, durante o retorno do desfile
das tochas diante do Palácio do Presidente do Reich, foram assassinados
o Sturmführer Hans Maikowski e o chefe da polícia, em Charlottenburg,
por comunistas de tocai. Como sinal claro de que os ativistas do
Movimento estavam sob proteção de todo o povo alemão, estas primeiras
vítimas pós-tomada de poder receberam um festivo funeral de Estado.
Apesar disso, a peste do assassinato não foi extinta. Em poucos
dias morreram mais seis homens da SA e SS. Esta situação e a provocação
barata da imprensa marxista obrigou o governo do Reich, a 4 de fevereiro
de 1933, a decretar uma "Ordem para proteção do povo alemão", a
qual se aplicava contra a propaganda marxista e autorizava o governo
a tomar medidas preventivas.
Fonte: Documentos da coleção Rehse dos anos de luta – Volume I e II. Dokumente der Zeitgeschichte, 1941 und 1942.
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