| O nazismo em sua atual forma
consagrada pela mídia
Uma visão conforme do Nacional-Socialismo
O Nazismo
Causas
Caos, na Alemanha, após a I Guerra Mundial; sentimentos
de humilhação em conseqüência da derrota
e desejos de “revanche”; excessiva severidade, talvez
do tratado de Versalhes (como se a Alemanha tivesse sido a culpada
exclusiva da guerra); inflação catastrófica
de 1923. (Em agosto, um dólar custava um milhão de
marcos. Em novembro, a cotação chegou a dois milhões
e meio de marcos – por dólar); militarismo; ardente
nacionalismo; medo do bolchevismo (nas eleições de
1923, os comunistas obtiveram seis milhões de votos, ou seja:
1/7 do total); profunda depressão econômica. Mais de
oito milhões de desempregados.
Nos dias de hoje, relativizar a severidade do
Ditado de Versalhes é prova inconteste do efeito ainda atual
da propaganda de guerra aliada
- NR.
Ascensão do Nazismo
1919 - funda-se o partido Nacional-Socialista (abreviado, em alemão
– nazi), em cujo grupo incluía-se Hitler; 1923 –
fracassa o golpe nazista em Munique. Hitler é preso e, na
prisão, escreve o Mein Kampf (Minha Luta); 1933 – o
presidente Hindenburg, ante a pressão de banqueiros e industriais,
nomeia Hitler chanceler do Reich. Após a morte de Hindenburg
(1934), Hitler proclama-se “füher” (guia) da Alemanha
– e instaura a tirania nazista.
A abreviação em alemão
do Partido Nacional-Socialista é NSDAP - NR.
Torna-se cada vez mais latente a tentativa de
sugerir que Hitler era influenciado pelo Grande Capital Financeiro.
Cui Bono? - NR.
Führer: Aquele que conduz, que lidera.
O líder - NR.
Características do Nazismo
São semelhantes à do fascismo italiano, mas com o
acréscimo do fundamento racista: superioridade da chamada
“raça ariana” (da qual seriam máximos
expoentes – os alemães), “a única em toda
a História, que tinha feito contribuições notáveis
para o progresso humano” – e destinada a dominar o mundo
inteiro.
Achar que o nacional-socialismo se difere do
fascismo italiano apenas pela política racial, é desconhecer
completamente a existência de algo único na história
recente mundial: die Volksgemeinschaft, a comunidade do povo - NR.
Sentimento esse, já existente antes da I Guerra
Mundial, como aponta Haddock Lobo: “Desde os primeiros anos
do século XIX – nunca será demais relembrá-lo
– prestigiosos filósofos vinham pregando que à
raça germânica caberia dirigir a humanidade no sentido
do verdadeiro progresso. Sob a influência dessas teorias,
entusiasmados pelas gloriosas e recentes vitórias (1870),
e pela eficiência de sua organização bélica,
profundamente impressionados com as próprias conquistas científicas,
técnicas e econômicas, certos da superioridade de sua
cultura, acabaram se convencendo os alemães de que constituíam,
realmente, um povo predestinado a governar o mundo”.
E, mais adiante, comentado o nazismo: “A raça alemã,
o Herrenvolk (povo de senhores), precisava, porém,
de Lebensraum (espaço vital), para se desenvolver e finalmente
cumprir suas gloriosas tarefas. Precisava também de colônias,
e tinha o direito de ir buscá-las pela força, já
que ninguém lhas queira devolver. Essa força –
afirmava o Führer, peremptoriamente – a Alemanha a possuía,
baseada na superioridade de sua cultura, de sua técnica,
de sua organização e da capacidade pessoal dos seus
filhos. E assim se preparava o espírito de muitas dezenas
de milhões de homens para uma das mais arrojadas e trágicas
aventuras da História”.
A idéia de raça superior era inerente
àquela época. E não começaram com Hitler:
já em 1923, o Plano Kalergi
mencionava a "raça superior judaica". Líderes
desta comunidade (Adolphe Crémieux e Samuel Untermeyer) se expressavam
similarmente, em 1860 e 1933 respectivamente - NR.
Outros Pontos da Doutrina Názi
Repulsa ao tratado de Versalhes e à Liga das Nações;
necessidade da “revanche” contra a França; reconquista
das regiões perdidas e das habitadas por alemães (pangermanismo:
a Grande Alemanha); dissolução dos partidos políticos,
com exceção do partido nazista; combate encarniçado
aos socialistas, comunistas, pacifistas e liberais; ódio
e perseguição mortal aos judeus e descendentes de
judeus (seis milhões foram assassinados em campos de concentração);
desprezo pelo trabalho intelectual; simpatia e consideração
especial pela classe camponesa; economia dirigida (e dedicada, principalmente,
ao re-armamento).
Em 1942, ou seja, quase dez anos após
Hitler ter tomado o poder e em plena guerra, haviam judeus andando
livremente pelas ruas de Hamburgo. Assim como os membros do partido
nazista usavam uma braçadeira, os judeus portavam com muito
orgulho a Estrela de David - NR.
A veracidade da cifra de seis milhões
de judeus mortos durante o regime nacional-socialista, assim como
a existência de um plano de extermínio, é questionada
cada vez mais por historiadores e pesquisadores. O presidente do
Irá chegou a afirmar que "O Holocausto
é um mito" - NR
Considerar o "desprezo pelo trabalho intelectual"
como um dos "pontos da doutrina názi" é
de uma ignorância abissal. Havia sim o respeito e a admiração
pelo trabalho corporal - NR.
Seqüência Cronológica do Avanço
Nazista
1935 – denúncia do tratado de Versalhes. Restabelecimento
do serviço militar; 1936 - tropas alemães ocupam a
Renánia; 1937 – os nazistas apóiam as tropas
franquistas (aviões e encouraçados alemães
bombardeiam cidades espanholas em poder dos republicanos); 1938
– invasão e anexação da Áustria
(“Anschluss”). Conferência de Munique: política
de apaziguamento por parte da Inglaterra e da França. Hitler
obtém a região dos sudetos (Tchecoslováquia);
1939 - invasão e ocupação da Tchecoslováquia
(março). Invasão da Polônia e começo
da II Guerra Mundial (1°de setembro).
A Segunda Guerra Mundial teve início
em 3 de setembro de 1939 com a declaração de guerra
por parte da Inglaterra e da França - NR.
A Gênese Filosófica do Totalitarismo
“Nas suas origens íntimas, os regimes totalitários
revelam-se como um ímpeto de reação contra
os males do liberalismo filosófico, político, social
e econômico, males que contribuíram decisivamente para
a quebra de unidade religiosa, política e social da Europa,
a partir do Renascimento”.
“Em síntese, o liberalismo: recusa um valor absoluto
e supremo (donde o relativismo, o ceticismo, o subjetivismo); separa
a moral e o direito de Deus (criando uma ética humanitária);
posterga o direito natural ao positivismo jurídico; separa
a cultura da metafísica e da religião (não
se conceitua mais o homem integral, mas sua inteligência e
razão somente: intelectualismo; introduz o individualismo
e substitui o ideal comunitário pelo internacionalismo e
interesse de classes – acentuam-se os “direitos”,
omitindo-se os deveres; cria a economia livre (livre concorrência
desenfreada, exploração do homem, capitalismo abusivo);
cria o burguês sentimentalista e comodista, que repudia a
abnegação, a renúncia, a virilidade”.
Esta definição de liberalismo
condiz bem com a hamonia entre os povos e o bem estar da humanidade
a partir da II Guerra Mundial. Que o digam as testemunhas do Gulag,
de Dresden, Hiroshima e Nagazaki, Indochina, Balcãs, Palestina,
Iraque e, brevemente, aquelas do Irã - NR
“Os regimes totalitários, por sua vez, divinizando
os bens criados – Estado, Partido, Chefe, Raça, Nação
– procuram falsamente substituir os valores desalojados pelo
liberalismo” (Alfredo Mattar).
Ricardo Bergamini, professor de economia.
Ficamos aliviados em saber que o autor não
é professor de história - NR.
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