| Deportação
dos judeus de Stettin em 1940
O início da solução
final territorial na Alemanha
Em 20 de março (1940), eu recebi um documento do mensageiro
sueco, que continha graves acusações contra os alemães
devido ao tratamento que os judeus recebiam, os quais eram transferidos
na época para a Polônia .
A partir de Stettin, foram transferidos cerca de 1.200 judeus em
vagões de carga e desprotegidos do frio, para três
cidades próximas a Lublin. Eles não deviam carregar
nada além do que vestiam. Devido ao frio dominante, muitos
morreram na viagem. Agora me pareceu uma apropriada oportunidade
para usar esta aborrecedora notícia.
Por isso eu disse:
| “Você não acredita, sr.
Reichsführer, que a Alemanha ganharia muito mais prestígio
no mundo se fosse proporcionado aos poloneses e aos judeus deportados
a maior benevolência possível? Eu ouvi sobre os
1.200 judeus que a pouco foram levados de Stettin para lá
sob terríveis condições. Eu ouvi além
disso que uma parte deles morreu durante a viagem. Pelo mundo
afora o bom nome alemão é castigado se acontecem
atrocidades contra pessoas indefesas.” |
Interessante notar que o isento sueco Sven Hedin
não critica a política de deportação
de judeus, mas sim a forma como ela é conduzida - NR.
Eu esperava que Himmler fosse se ofender com este comentário,
mais ainda por ele ser o responsável em primeiro plano pelas
atrocidades contra os judeus, mas ele escutava com uma gélida
serenidade e respondeu no mesmo tom controlado e amável de
antes, quando ele falou sobre o Tibet:
“As atrocidades dos poloneses contra
os alemães antes, durante e depois da guerra da Polônia
exigiram a utilização de métodos enérgicos.
As cifras que você ouviu e a descrição
das atrocidades contra os judeus deportados de Stettin são
muito exageradas. Todos os judeus tinham seus lugares no trem
e não passaram necessidades. O relatório sobre
vários mortos restringem-se na realidade a uma idosa
que morreu de ataque cardíaco e foi despida até
suas peças íntimas e abandonada depois em uma
estação.”
“Todos os maldosos rumores que circulam
no estrangeiro iriam parar se a Polônia e os judeus
recebessem um tratamento brando. Ninguém iria tirar
maior proveito do que a própria Alemanha.”
“Eu sei muito bem como sou odiado e difamado
por todo o mundo. Os jornais me descrevem como se
eles me conhecessem por dentro e por fora e me representam
como um sanguinário bárbaro. Na verdade deve-se
exigir firmeza e justiça de um homem a quem foi confiado
pelo Führer um posto da mais alta responsabilidade.”
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Sven Hedin, Ohne Auftrag in Berlin, Dürer
Verlag, Argentina 1949, pág. 141-142
Mais um exemplo da atuação da
propaganda de guerra aliada
- NR.

"A morte falava polonês"
Logo após o início
da invasão da Polônia pelas tropas alemãs, os
ataques poloneses contra a indefesa minoria civil alemã intensificou-se
de maneira abrupta e terrível. Cerca de sete meses depois
iniciou-se a deportação dos judeus do território
alemão denominado Altreich- NR.
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