O açougue de Filip Müller

S. E. Castan - Acredite se puder II


Uma das mais importantes testemunhas oculares aproveitadas por Raul Hilberg, na sua monumental obra sobre o holocausto: "The Destruction of the European Jews", é um judeu eslovaco, FILIP MÜLLER, que teria participado durante anos num grupo especial que prestava serviços no crematório de Auschwitz.

Em 1979, portanto 34 anos após o término do conflito, Filip, com o auxílio de um escritor fantasma de nome Helmut Freitag, lançou o livro "Sonderbehandlung" (Tratamento Especial) contando suas vivências, e do qual Hilberg aproveitou nada menos que 20 informações...


Uma "prova oficial" do Holocausto

Vejamos o seguinte caso acontecido dentro da câmara de gás:

"Um forte tapa nas minhas costas, desferido por Stark (Chefe da equipe), seguido da ordem, dada aos berros: 'Vamos, vamos, retirem as roupas dos cadáveres', indicou-me o que deveria fazer e, assim como os outros prisioneiros encarregados desse trabalho.
Diante de mim estava deitada uma mulher. Primeiro retirei seus sapatos. Minhas mãos tremiam e todo meu corpo vibrava, quando comecei a tirar suas meias. Minha atenção também estava voltada a cada movimento de Stark, para eu poder surrupiar alguma coisa. Este momento chegou quando ele atravessou a porta que ligava ao crematório. Meu olhar caiu sobre uma mala, semi aberta, na qual descobri mantimentos, que provavelmente estavam reservados para uma viagem. Com uma mão eu fazia de conta que estava ocupado de tirar a roupa da morta e, com a outra, eu revirava a mala. Enquanto eu pegava um queijo e uma cuca de mel, meu olhar estava voltado à porta, para não ser surpreendido por Stark. Com minhas mãos ensangüentadas e sujas, pegava os pedaços de cuca e as engulia de forma voraz, animalescamente". (Müller, p.23).

Vamos examinar rapidamente este caso.

1. Estamos diante de uma exceção, pois são conhecidas as histórias de que as pessoas entravam nuas nas câmaras de gás, munidas apenas de toalhas e sabonetes, pois acreditavam que iam tomar banho... No presente caso, pela discrição, as pessoas completamente vestidas e com malas de mantimentos, certamente achavam que viajariam, entravam num trem, ou ônibus, ao invés de uma câmara de gás...

2. Essa história de entrar numa câmara de gás, manusear cadáveres e alimentar-se dentro da mesma, com produtos que também haviam sido expostas à ação do gás, e ainda sem uma roupa especial de proteção totalmente adequada, bem como máscara contra gás, que impediria de comer, é totalmente absurda.

À p. 74 , Filip, que ao que tudo indica não tinha nenhuma boa impressão especial sobre os médicos alemães, senão vejamos:

"De tempos em tempos também apareciam, no crematório, médicos da SS, principalmente o Hauptsturmführer Kitt e o Obersturmführer Weber (observem que mesmo depois de 34 anos Filip não esqueceu o nome das feras...). Nesses dias aconteciam fatos que somente podem ser vistos em açougues. Antes das execuções os médicos examinavam, com as mãos, as pernas e os peitos dos ainda vivos homens e mulheres, para escolher 'as melhores partes' (extamente assim: die beste Stücke). Após o fuzilamento, as vítimas que haviam sido escolhidas previamente eram colocadas em cima de uma mesa. Os médicos, então, cortavam pedaços da carne ainda quente e os colocavam em recipientes especiais. Os músculos dos recém fuzilados ainda se moviam e convulcionavam, sacudiam dentro dos baldes ao ponto de deslocá-los".

Lamentavelmente, o Filip deixou de citar o motivo dessas retaliações, que talvez se destinavam ao churrasco de algum convidado muito especial, já que esse "açougue" só funcionava de tempos em tempos, e, ao invés de gás, nesses dias, funcionavam os fuzis...

Não percam os próximos depoimentos dessa importante testemunha ocular, e acredite nos mesmos... se puder!

Filip Müller é o autor da famosa afirmação

"Für die Verbrennung von drei Leichen hatte man höheren Ortes 20 Minuten veranschlagt, und (SS-Mann) Starks Aufgabe war es, dafür zu sorgen, daß diese Zeit eingehalten wurde."

ou seja, ele alega que eram necessários 20 minutos para incinerar três corpos de uma só vez por abertura dos fornos crematórios - NR

 

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