A Indústria do Holocausto
A exploração do sofrimento
dos judeus europeus
O cientista político norte-americano
Norman Finkelstein é autor da obra "A Indústria
do Holocausto", publicada em 2000 nos Estados Unidos e na Europa,
e lançado aqui no Brasil em 2001.
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| Instrumento de opressão
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Finkelstein denuncia em sua obra a manipulação do
sofrimento dos judeus europeus durante a Segunda Guerra Mundial,
principalmente durante o episódio histórico denominado
Holocausto. Para ele, o Holocausto é uma indústria
que exibe como vítimas o grupo étnico mais bem-sucedido
dos Estados Unidos, permitindo então a apropriação
de mais recursos financeiros e, ao mesmo tempo, articular uma campanha
de autopromoção por meio da imagem de vítimas.
Outro ponto polêmico na argumentação de Finkelstein
é o pagamento de indenização aos sobreviventes
do alegado genocídio. Segundo sua tese, o dinheiro não
chega ao seu destino e, no extremo do exagero, o número de
sobreviventes dos campos de concentração é
aumentado para chantagear bancos suíços, indústrias
alemãs e países do Leste Europeu, sempre em busca
de mais verbas.
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| Norman Finkelstein |
O caso Greta Beer
Durante o processo de extorsão dos bancos suíços,
que culminou com o pagamento de US$ 1,5 bilhões, um dos mais
marcantes episódios ficou por conta da encenação
de Greta Beer.
Greta Beer exigia a restituição do saldo atualizado
da conta de seu pai, Siegfried Deligdisch, originário da
Romênia, e que segundo ela, mantinha-a em algum banco suíço.
Em 1996, esta exigência engrossava o coro por indenizações
contra os "frios" banqueiros suíços. Mesmo
após longa procura por documentos ou registros que comprovariam
a existência desta conta, a Comissão Volcker
não encontrou qualquer vestígio.
Diante da inexistência de provas, a grande vantagem de Greta
Beer era seu dom artístico: diante das câmeras, suas
lágrimas e dotes teatrais obtiveram o impacto esperado pela
Indústria do Holocausto. Mesmo não tendo apresentado
qualquer evidência documental, Greta Beer recebeu a seu favor
do juiz Edward Korman, de Nova Iorque, a sentença de 100.000
dólares de indenização por "seu mérito
no fechamento do acordo" com os bancos suíços.
A grande surpresa para todos os envolvidos neste caso aconteceu,
entretanto, no início de 2005: a conta do pai de
Greta Beer apareceu! Mas não na Suíça,
e sim em Israel!! E não somente o pai dela abriu e manteve
uma conta em Israel, mas também outros milhares de judeus.
Até agora foram encontradas cerca de 3.600 "Holo-Contas"
em Israel, as quais alegadamente deveriam estar nos bancos suíços...
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