| Karl Marx e a Questão
Judaica
"... a emancipação dos
judeus é a emancipação da humanidade do Judaísmo"
Karl Marx é aquela figura controvertida que aparece sorrateiramente
em nossa vida de estudante, travestido de filósofo e “grande
pensador” da humanidade. O livro mais conhecido desse pseudo-filósofo
é O Capital que se apresenta em três volumes,
onde o segundo e terceiro foram lançamentos póstumos
(Karl Marx só escreveu o primeiro
volume - NR). A edição dos livros foi patrocinada
pelo seu amigo milionário, herdeiro de um império
industrial, Friedrich Engels.

Primeiro volume do "O Capital"
Karl Marx, cujo verdadeiro nome era Moses Mordechai Levi, neto
de rabinos, nunca pôs os pés numa fábrica ou
conheceu de perto o cheiro do suor do proletariado. Entretanto,
ficou mundialmente conhecido como o teórico das Revoluções
do Proletariado pelo mundo moderno, sobretudo o século
XX, que culminaram na ascensão dos comunistas revolucionários
e na morte de mais de 100 milhões de seres humanos.
Outro fato interessante na vida de Karl Marx foi seu casamento
com a milionária Jenny,
em 1843, ou melhor, a filha dos aristocratas da casa dos Westphalen
(um amigo do proletariado casado com uma
nobre? - NR). Como podemos ver, o maior amor de Moses Mordechai,
ou Karl Marx, era mesmo o Capital e o dinheiro.
Mas nesse artigo vamos citar alguns trechos do livro escrito por
Karl Marx e Engels sobre o professor da Universidade de Bonn, Bruno
Bauer (1809-1882). Essas críticas estão sintetizadas
em três livros da dupla: A Sagrada Família, A Ideologia
Alemã e A Questão Judaica. Vamos notar
nesses trechos uma surpreendente lucidez de Karl Marx para com a
questão religiosa de judeus e cristãos no mundo moderno.
Realmente, uma aula de desprezo para com o judaísmo e para
com o cristianismo.

Karl Marx aborda uma questão ainda não resolvida
Não podemos nos esquecer que Karl Marx, tendo encontrado
um dilema atroz em sua vida:
| “como receber dinheiro de banqueiros
judeus para divulgar suas idéias revolucionárias
contra os exploradores da massa trabalhadora, sendo que os próprios
banqueiros judeus também financiavam estes exploradores?”
|
resolveu se livrar dessa dor de consciência e escrever sobre
a Questão Judaica.
Vejamos:
“No que diz respeito aos judeus,
o Estado cristão pode apenas atuar seguindo suas próprias
leis, isto é, de forma a conceder sempre privilégios,
porque permite o isolamento dos judeus em relação
ao restante dos súditos, deixando-os, porém,
pelas pressões das outras esferas segregadas. E tão
mais severamente à medida que o judeu se encontra em
oposição religiosa à religião
dominante. Ao judeu também só é possível
tomar uma postura, isto é, de estrangeiro em relação
ao Estado, já que contrapõe a sua nacionalidade
utópica à nacionalidade concreta, a sua lei
ilusória à lei real. Considera como direito
próprio separar-se da Humanidade; por uma questão
de princípios, não toma parte no Movimento Histórico
e aguarda um futuro que nada tem em comum com o futuro geral
da Humanidade. Considera-se como membro do povo judaico e
olha o povo judaico como povo eleito...
[...]
No seu significado último, a emancipação
dos judeus é a emancipação da Humanidade
a respeito do judaísmo. O judeu já se emancipou
à maneira judaica. O judeu, que é simplesmente
tolerado em Viena, por exemplo, determina a sorte de todo
o império pelo seu poder financeiro. O judeu, que pode
encontrar-se totalmente sem direitos no menor Estado germano,
decide o destino da Europa. Enquanto as corporações
e as guildas afastam os judeus ou, pelo menos, mostram-se
desfavoráveis a seu respeito, a audácia da indústria
zomba das instituições medievais.
Não se trata de um fato isolado.
O judeu emancipou-se à maneira judaica, não
só pela aquisição do poder do dinheiro,
mas também porque o dinheiro, por meio dele e independente
dele, se tornou um poder mundial, enquanto o espírito
judaico prático se tornou o mesmo espírito prático
das nações cristãs. Os judeus emanciparam-se
à medida que os cristãos se tornaram judeus...
[...]
A contradição que existe entre o poder político
prático do judeu e os seus direitos políticos
é a contradição entre a política
e o poder do dinheiro em geral. A política é
em princípio superior ao poder do dinheiro, mas na
realidade tornou-se seu escravo...
[...]
É a partir das próprias entranhas que a sociedade
civil gera incessantemente o judeu. Qual a verdadeira base
da religião judaica? A necessidade prática,
o egoísmo...
[...]
O dinheiro é o ciumento deus de Israel, a cujo lado
nenhuma outra divindade pode existir. O dinheiro rebaixa todos
os deuses do Homem e transforma-os em mercadoria. O dinheiro
é o valor universal e auto-suficiente de todas as coisas.
Consequentemente destituiu todo o mundo, tanto o mundo humano
quanto a natureza, do seu próprio valor. O dinheiro
é a essência alienada do trabalho e da existência
do Homem; essa essência domina-o e ele presta-lhe culto
e adoração. O deus dos judeus foi secularizado
e tornou-se o deus deste mundo. O câmbio é o
deus real dos judeus. O seu deus é apenas o câmbio
ilusório. A percepção que se obteve da
natureza, sob o império da propriedade privada e do
dinheiro, é o real desprezo, a degradação
prática da natureza, que existe de fato na religião
judaica, mas só na imaginação. É
nesse sentido que Thomas Munzer declara intolerável
que toda a criatura se tenha transformado em propriedade –
os países, as aves no ar, as plantas na terra. Também
a criatura se deve tornar livre. Até a própria
relação genérica, a relação
entre o homem e a mulher, se transforma em objeto de comércio!
A mulher é trocada por coisas sem valor. O que se contém
de forma abstrata na religião judaica – o desprezo
pela teoria, pela arte, pela história, e pelo homem
como fim em si mesmo – é o ponto de vista real,
consciente e a virtude do homem de dinheiro. A nacionalidade
quimérica do judeu é a nacionalidade do negociante
e, acima de tudo, do financeiro. Sem base ou razão.
A lei do judeu não passa de caricatura religiosa da
moralidade e do direito em geral, dos ritos puramente formais
de que o mundo do interesse pessoal se rodeia.
[...]
O judaísmo atinge o apogeu com a consumação
da sociedade civil; mas a sociedade civil só alcança
a sua perfeição no mundo cristão. Só
sob a dominação do cristianismo, que exterioriza
para o homem todas as relações nacionais, naturais,
morais e teóricas, podia a sociedade civil separar-se
completamente da vida do Estado, romper todos os laços
genéricos do homem, estabelecer em seu lugar o egoísmo
e a necessidade interesseira, dissolvendo o mundo humano num
mundo de indivíduos antagônicos. O cristianismo
deriva do judaísmo. De novo foi reabsorvido no judaísmo.
Desde o início o cristão foi o judeu teorizador;
consequentemente, o judeu é o cristão prático,
e o cristão prático tornou-se de novo o judeu.
Foi só na aparência que o cristianismo venceu
o judaísmo real. Era excessivamente purificado, demasiado
espiritualista para eliminar a crueza da necessidade prática,
a não ser elevando-a ao reino etéreo. O cristianismo
é o pensamento sublime do judaísmo; o judaísmo
é a aplicação prática vulgar do
cristianismo. Mas essa aplicação prática
só poderia tornar-se universal quando o cristianismo,
enquanto religião aperfeiçoada, tivesse realizado,
de maneira teórica, a auto-alienação
do homem relativamente a si mesmo e à natureza. Neste
momento que o judaísmo alcançaria o domínio
universal e poderia transformar o homem alienado e a índole
alienada em objetos alienáveis, próprios para
a venda, na subserviência a necessidade egoísta
e a traficância.
Na sua prática plenamente realizada,
o egoísmo espiritual do cristianismo torna-se necessariamente
o egoísmo material do judeu, a necessidade celestial
muda-se em necessidade terrestre, o subjetivismo em interesse
pessoal. A tenacidade do judeu tem de explicar-se não
pela sua religião, mas pela base humana de sua religião
- a necessidade prática, o egoísmo...
[...]
Logo que a sociedade consiga abolir a essência empírica
do judaísmo – a traficância e seus pressupostos
– o judeu torna-se impossível, porque a sua consciência
deixa de ter objeto, porque a base subjetiva do judaísmo,
ou ainda, a necessidade prática, assume uma forma humana
e o conflito entre a existência individual, sensível
ao homem e a sua existência genérica, é
abolido. A emancipação social do judeu é
a emancipação da sociedade a respeito do judaísmo.”
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Essa a teoria de Moses Mordechai Levi sobre a Questão
Judaica. Seria boa a lembrança do General Aníbal
quando viu os senadores de Cartago chorando a perda de suas riquezas,
que pôs-se a rir – e disse-lhes, inconformado por tanto
amor ao dinheiro:
| “Suportastes que vos desarmassem,
que queimassem vossos navios, que matassem vossos parentes e
entes queridos, que vos proibissem de fazer a guerra e vos destruíssem
a confiança do povo. A vergonha pública e a dor
das mortes não vos arrancaram um suspiro. E agora
não podeis reter as lágrimas por vosso dinheiro?”
(Larousse). |
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