Leibstandarte não fuzilou 4.000 prisioneiros

Resgatando a verdade histórica


Em seu livro “O grande êxtase” [1] – relato da experiência de um correspondente da frente da “SS-Leibstandarte Adolf Hitler” (LAH) sobre a campanha oriental – Erich Kern descreveu as atrocidades das tropas soviéticas contra os prisioneiros alemães e a população alemã e que levaram a uma suposta retaliação em Nova-Danzig [2]:

No dia seguinte veio a ordem para a Divisão: devido às desumanas atrocidades do Exército Vermelho no território controlado por nossas tropas, os prisioneiros dos últimos três dias serão fuzilados como retaliação! Retiraram a vida de quatro mil homens”. E ele descreve então uma execução.


Leibstandarte Adolf Hitler - Fonte: wikipedia

Vários historiadores lançaram mão destas medidas descritas aqui como crime de guerra dos alemães, e introduziram-nas na literatura, aparentemente sem verificar sua veracidade. Pesquisas posteriores resultaram que a descrição de Kern é uma clara invenção. Na história em vários volumes da Leibstandarte, lê-se em “Campo de batalha Nowo Danzig[3]:

"Vários famosos historiadores contemporâneos nacionais e internacionais incriminam a Leibstandarte devido à – ordenada por uma instância superior - retaliação através de fuzilamento de 4.000 prisioneiros de guerra soviéticos, durante a descrita luta em torno de Nowo Danzig".

Os senhores Reitlinger, Stein Weingarten, Wykes e outros, sem verificação dos fatos, copiaram a reportagem romântica acima descrita, que foi escrita por E. Kern sob o título “O grande êxtase” e já publicada em 1948.

O historiador Reitlinger é freqüentemente citado por aqueles que acreditam no suposto Holocausto judeu - NR.

O autor não se deu ao trabalho de ler os completos e existentes diários de guerra do arquivo militar federal, em Freiburg, sobre este controverso período das organizações e dos comandos militares. Em nenhum lugar encontra-se para este período - 16 a 18 de agosto de 1941 - uma indicação sobre a resignação a cerca dos cadáveres de soldados alemães maltratados e nenhuma ordem para a Leibstandarte executar uma ação de retaliação. Ainda mais comprobatório do que o resultado desta pós-pesquisa dos arquivos, deve ser o fato de que nenhum soldado da LAH, que se encontrava no cativeiro russo, foi ouvido em algum tribunal militar sobre este fuzilamento na área de Nowo Danzig, quanto menos acusado por isso. Não se pode presumir que estas atrocidades permanecessem ignoradas das autoridades russas, mesmo nos distúrbios do ano de 1941. O autor de “O grande êxtase”, Erich Kern, indica que seu livro é uma “reportagem”, uma livre representação do autor (ou seja, não é um documentário).

A central administrativa do judiciário, em Ludwigsburg, encarregada do esclarecimento a respeito dos crimes do Nacional-Socialismo, respondeu a uma solicitação pertinente ao assunto com a seguinte afirmação: “Sobre uma execução de cerca de 4.000 prisioneiros soviéticos pela Leibstandarte Adolf Hitler, não existe aqui qualquer registro”.

A respeito de uma nova avaliação deste caso, foi esclarecido com justiça que: “A União Soviética levou a cabo também ainda ao longo dos anos 70, através de uma comissão especialmente criada para isso, o interrogatório da população em todas as suas atuais áreas de influência para esclarecer os até então desconhecidos e restantes crimes de guerra dos alemães e aqueles do próprio não reconhecimento e cumprimento das convenções internacionais. Não foi possível identificar a perseguida intenção política. Para a afirmação descrita acima não foi possível encontrar qualquer ponto que corroborasse toda a ação. Ela foi inventada". [4]

Holocausto: um gigante com pés de barro - NR.

[1] Erich Kern, O grande êxtase. Thomas Verlag, Zurique 1948; Direitos autorais Editora Lothar Lebenrecht, 1950.

[2] op.cit. Agosto 1950, pág. 44; agosto 1971, pág. 48

[3] Rudolf Lehmann e R. Tiemann, Die Leibstandarte 1933–1945, Vol.II, 1989, pág. 115

[4] Hiag-Kalender 1985

http://unglaublichkeiten.com/unglaublichkeiten/u3/u3_2603LSAH.html

 

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