| O que é "Negação
do Holocausto"?
Um apontamento às contradições
da historiografia “oficial” do Holocausto
Nos últimos anos, grande atenção tem sido
dirigida ao suposto perigo da "Negação do Holocausto".
Políticos, jornais e televisão alertam sobre a crescente
influência daqueles que negam a história do Holocausto,
em que cerca de seis milhões de judeus europeus foram sistematicamente
exterminados durante a Segunda Guerra Mundial, a maioria deles em
câmaras de gás.
Em vários países, incluindo Israel, França,
Alemanha e Áustria, a "Negação do Holocausto"
é ilegal, e os "negadores" têm sido punidos
com pesadas multas e penas de prisão. Alguns líderes
da comunidade judaica já clamam por medidas semelhantes na
América do Norte. No Canadá, David Matas, Consultor
Sênior para a "League for Human Rights" da organização
sionista B'nai B'rith, afirma: [1]
"O Holocausto foi o assassinato de seis milhões de
judeus, incluindo dois milhões de crianças. A Negação
do Holocausto é um segundo assassínio desses mesmos
seis milhões. Primeiro as suas vidas foram extintas; então
suas mortes. Uma pessoa que nega o Holocausto se torna parte do
crime do Holocausto em si.”
Muitas vezes ignorada nesta polêmica é a questão
decisiva: o que constitui exatamente a "Negação
do Holocausto"?
Seis Milhões?
Deveria ser alguém considerado um "Holocaust Denier”
porque não acredita - como Matas e muitos outros insistem
- que seis milhões de judeus foram mortos durante a Segunda
Guerra Mundial? Este valor foi citado pelo Tribunal Militar Internacional
de Nuremberg, em 1945-1946. Considerou que "a política
seguida [pelo governo alemão] resultou na morte de seis milhões
de judeus, dos quais quatro milhões foram mortos nas instituições
de extermínio”. [2]
Mas se assim é, então, vários dos mais proeminentes
historiadores do Holocausto poderiam ser considerados como "negadores".
O Professor Raul Hilberg, autor da obra de referência, “The
Destruction of the European Jews”, não aceita que seis
milhões de judeus morreram. Ele coloca o total de mortes
(por todas as causas) em 5,1 milhões. Gerald Reitlinger,
autor de “The Final Solution”, também não
aceitou a figura de seis milhões. Ele estimou que o número
de judeus mortos, ao tempo da guerra, poderia ser tão elevado
quanto 4.6 milhões, mas admitiu que este (número –
NT) fosse conjectural, devido à falta de informação
confiável.
Sabão humano?
Será alguém um “negador do Holocausto”
se ele disser que os nazistas não fizeram sabão a
partir de cadáveres de judeus assassinados? Depois de analisar
as evidências - incluindo uma barra de sabão real fornecida
pelos soviéticos - o Tribunal de Nuremberg declarou em seu
julgamento que "em alguns casos foram feitas tentativas de
utilizar a gordura dos corpos das vítimas na manufatura comercial
de sabão." [3]
Em 1990, porém, o Centro do Holocausto oficial de Israel,
o Yad Vashem, "reescreveu a história" ao admitir
que “estória do sabão” não era
verdadeira. "Historiadores concluíram que sabão
que não foi feito a partir de gordura humana. Quando tantas
pessoas negam que o Holocausto sequer aconteceu, por que dar-lhes
alguma coisa para usar contra a verdade?”, Disse a autoridade
do Yad Vashem, Shmuel Krakowski [4].
Conferência de Wannsee?
Será alguém um “negador do Holocausto”
se não aceitar que, em janeiro 1942, na "Conferência
de Wannsee" de burocratas alemães foi determinado ou
coordenado e um programa de massacre sistemático dos judeus
europeus? Se assim for, o historiador israelense do Holocausto Yehuda
Bauer deve estar errado - e é um "negador do holocausto"
- porque ele declarou: "O público ainda repete, vez
após vez, a história tola de que em Wannsee foi chegada
à conclusão do extermínio dos judeus"
Na opinião do Bauer, Wannsee foi uma reunião, mas
"dificilmente uma conferência" e "pouco daquilo
que foi dito lá foi executado em detalhe". [5]
Política de extermínio?
Será alguém um "negador do Holocausto"
se ele disser que não havia qualquer ordem de Hitler para
exterminar os judeus da Europa? Houve um tempo em que a resposta
seria sim. O historiador do Holocausto Raul Hilberg, por exemplo,
escreveu na edição 1961 de seu estudo, “The
Destruction of the European Jews”, que havia duas ordens de
Hitler para a destruição dos judeus da Europa: a primeira
dado na Primavera de 1941, e a segunda logo depois disso. Mas Hilberg
removeu qualquer menção de tal ordem a partir da revisada
edição de três volumes de seu livro publicado
em 1985. [6]
Conforme fez notar o historiador do Holocausto Christopher Browning:
[7]
"Na nova edição, todas as referências no
texto a uma decisão ou ordem de Hitler para a “Solução
Final” têm sido sistematicamente extirpadas. Enterrada
no fundo de uma única nota de rodapé está a
referência solitária: ‘A Cronologia e as circunstâncias
apontam para uma decisão de Hitler antes do Verão’.
Na nova edição, as decisões não foram
tomadas e não foram dadas ordens."
A ausência de provas para um extermínio ordenado
por Hitler tem contribuído para uma polêmica que divide
historiadores do Holocausto em "intencionalistas" e "funcionalistas”.
Os primeiros alegam que houve uma política de extermínio
premeditada ordenada por Hitler, enquanto a última sustenta
que política da "solução final" judaica,
ao tempo da guerra alemã, desenvolveu-se em níveis
inferiores (hierárquicos - NR)
em resposta às circunstâncias. Mas o ponto crucial
aqui é o seguinte: não obstante à captura de
– literalmente - toneladas de documentos alemães do
pós-guerra, ninguém pode apontar para uma prova documental
de ordem, plano ou programa de extermínio à época
de guerra. Isto foi admitido pelo Professor Hilberg durante o seu
depoimento em 1985, no julgamento de Toronto, do editor alemão-canadense
Ernst Zündel. [8]
Auschwitz
Então o que constitui exatamente em "Negação
do Holocausto"? Certamente que uma alegação de
que a maioria dos detentos em Auschwitz morreu de doença
e não de extermínio sistemático em câmaras
de gás seria "negação". Mas talvez
não. O historiador judeu Arno J. Mayer, um professor da Princeton
University, escreveu em seu estudo de 1988 Why Did the Heavens Not
Darken? The 'Final Solution' in History: "[...] De 1942 a 1945,
certamente em Auschwitz, mas provavelmente no geral, mais judeus
foram mortos pelas chamadas causas "naturais" do que por
aquelas 'não-naturais' (ou seja,
o suposto extermínio planejado - NR).” [9]
Mesmo as estimativas sobre o número de pessoas que morreram
em Auschwitz - alegadamente o principal centro extermínio
- já não são bem definidas. No Tribunal do
pós-guerra de Nuremberg, os Aliados acusaram os alemães
de terem exterminado quatro milhões de pessoas em Auschwitz.
[10] Até 1990, uma placa memorial em Auschwitz dizia: "Quatro
milhões de pessoas sofreram e morreram aqui nas mãos
dos nazistas assassinos entre os anos 1940 e 1945." [11]
Trata-se de "Negação do Holocausto" debater
essas quatro milhões de mortes? Hoje em dia, não.
Em julho de 1990, a administração do Museu estatal
polaco de Auschwitz, junto com Centro do Holocausto de Israel Yad
Vashem, admitiu que o valor de quatro milhões era um grande
exagero, e as referências a ele foram conseqüentemente
removidas do monumento em Auschwitz. Autoridades israelitas e polacas
anunciaram uma tímida tentativa de revisão das baixas
para 1,1 milhões de mortos em Auschwitz. [12] Em 1993, o
pesquisador francês do Holocausto, Jean-Claude Pressac, em
um livro muito discutido sobre Auschwitz, estimou que no total cerca
de 775.000 morreram durante os anos de guerra. [13]
Sobre as inúmeras cifras do supostos
mortos em Auschwitz, leia este
artigo - NR.
O Professor Mayer admite que a questão de quantos realmente
morreram em Auschwitz continua em aberto. Em Why Did the Heavens
Not Darken? ele escreveu: [14)
"... Muitas questões permanecem em aberto... em suma,
quantos corpos foram cremados em Auschwitz? Quantos morreram ali
no total? Qual foi a baixa específica por origem nacional,
religião e etnia nesta comunidade de vítimas? Quantos
deles foram condenados a uma morte "natural" e quantos
foram deliberadamente massacrados? E qual era a proporção
de judeus dentre aqueles assassinados a sangue frio, estes gaseados?
Nós simplesmente não temos respostas para estas perguntas
neste momento".
Câmaras de gás
E quanto a negar a existência de "câmaras de
gás" de extermínio? Aqui também, Mayer
faz uma declaração surpreendente: "Fontes para
o estudo das câmaras de gás são ao mesmo tempo
raras e pouco confiáveis". Enquanto Mayer acredita que
tais câmaras existiram em Auschwitz, lembra que "a maior
parte daquilo que é conhecido é baseado nos depoimentos
das autoridades e carrascos nazistas nos julgamentos pós-guerra
e nas memórias dos sobreviventes e espectadores. Este testemunho
deve ser analisado com cuidado, pois ele pode ser influenciado por
fatores subjetivos de grande complexidade. "[15]
Testemunho de Höß
Um exemplo disto pode ser o testemunho de Rudolf Höß,
um oficial da SS que serviu como comandante de Auschwitz. O Tribunal
Militar Internacional de Nuremberg, em seu julgamento, citou longamente
o seu depoimento para apoiar as suas conclusões sobre o extermínio.
[16]
Está atualmente bem estabelecido que o depoimento crucial
de Höß, bem como a sua assim chamada "confissão"
- que também foi citada pelo Tribunal de Nuremberg - não
são apenas falsos, mas foram obtidos por espancamento do
ex-comandante quase até sua morte. [17] A esposa de Höß
e filhos também foram ameaçados de morte e deportação
para a Sibéria. Na sua declaração - que não
seria admitida hoje em qualquer Corte de Justiça dos Estados
Unidos - Höß alegou a existência de um campo de
extermínio denominado "Wolzek." Na verdade, esse
campo jamais existiu. Afirmou ainda que durante o tempo que ele
era comandante de Auschwitz, dois milhões e meio de pessoas
foram exterminadas lá, e que um adicional de meio milhão
morreu da doença. [18] Hoje nenhum historiador respeitável
confirma estas representações. Höss estava obviamente
disposto a dizer qualquer coisa, assinar qualquer coisa e fazer
de tudo para fazer cessar a tortura e para tentar salvar a si e
sua família.
As investigações forenses
Em seu livro de 1988, o Professor Mayer clama por "escavações
nos sítios de matança e em seus arredores imediatos"
para determinar mais sobre as câmaras de gás. Na verdade,
tais estudos forenses já têm sido feitos. O primeiro
foi realizado em 1988 pelo consultor americano em equipamentos de
execução Fred A. Leuchter Jr. Ele realizou uma análise
forense no local das alegadas câmaras de gás em Auschwitz,
Birkenau e Majdanek para determinar se elas poderiam ter sido usadas
para matar pessoas conforme alegado. Após um cuidadoso estudo
das alegadas instalações de assassínio, Leuchter
concluiu que os espaços não foram utilizados, e não
poderiam ter sido utilizados como câmaras de gás homicidas.
Além disso, uma análise de amostras das paredes e
pisos das alegadas câmaras de gás colhidas por Leuchter
não mostrou nem vestígios, ou estes em quantidades
minúsculas, de compostos de cianetos a partir do ingrediente
ativo do Zyklon B, um pesticida alegadamente utilizado para assassinar
judeus em Auschwitz. [19]
Um exame forense confidencial (e o subseqüente relatório)
encomendado pelo Museu estatal de Auschwitz, e conduzido pelo Instituto
de Investigação Forense de Cracóvia, tem confirmado
a constatação de Leuchter de que pouco ou nenhum vestígio
de composto cianeto pode ser encontrado em localidades que tenham
alegadamente funcionado como câmaras de gás. [20]
O significado disto é evidente quando os resultados dos
exames forenses das alegadas câmaras de gás homicidas
são comparados com os resultados do exame das instalações
de desinfestação de Auschwitz, onde o Zyklon B foi
utilizado para fumigar colchões e roupas. Considerando que
nenhum ou apenas vestígios de cianeto foram encontrados nas
alegadas câmaras de gás homicidas, maciços vestígios
de cianeto foram encontrados nas paredes e no chão das câmaras
de fumigação do campo.
Outro estudo forense foi realizado pelo químico alemão
Germar Rudolf. Com base no seu exame in loco e análise de
amostras, o qualificado químico e doutorando concluiu: "Por
motivos de ordem técnico-química, o reivindicado gaseamento
com ácido cianídrico nas alegadas' câmaras de
gás' em Auschwitz não se realizou... Os supostos locais
para assassinato em massa em Auschwitz e Birkenau não eram
apropriados para este fim...” [21]
Há também o estudo do engenheiro austríaco
Walter Lüftl, um respeitado perito em numerosos processos judiciais,
ex-presidente da associação profissional de engenheiros
da Áustria. Em um relatório de 1992 ele chamou a alegada
exterminação em massa dos judeus nas “câmaras
de gás” de "tecnicamente impossível".
[22]
Perspectivas desacreditadas
Então o que constitui exatamente a "Negação
do Holocausto"? Aqueles que apóiam a perseguição
penal dos “negadores do Holocausto" parecem ainda viver
no mundo de 1946, onde as autoridades dos Aliados do Tribunal de
Nuremberg apenas pronunciaram seu veredicto. Mas as conclusões
do Tribunal já não podem ser tidas como sendo válidas.
Porque se apoiavam tão pesadamente sobre essas falsas evidências
como o testemunho de Höß, algumas de suas conclusões
mais críticas são agora desacreditadas.
Visando seus próprios propósitos, poderosos
grupos de interesse especiais procuram desesperadamente manter
a discussão substantiva da história do Holocausto
como um tabu. Uma das maneiras de fazer isto é propositalmente
desqualificar, rotular os estudiosos revisionistas como "negadores".
Mas a verdade não pode ser suprimida eternamente: Há
uma verdadeira e crescente controvérsia sobre o que realmente
aconteceu com os judeus europeus durante a Segunda Guerra Mundial.
Deixe-se esta questão ser resolvida como todas as grandes
controvérsias históricas são resolvidas: através
do inquérito livre e o debate aberto em nossas revistas,
jornais e salas de aula.
Barbara Kulaszka - advogada canadense que exerce
sua profissão em Brighton, Ontário. É mais
conhecida pelo seu trabalho em casos de liberdade de expressão.
Durante o “Julgamento do Holocausto” em 1988 em Toronto,
serviu como advogada assistente (com Doug Christie) para o réu
Ernst Zundel. Em 1999, foi premiada com o “George Orwell Award”
pela “Canadian Free Speech League”
Notas
1. The Globe and Mail (Toronto), Jan. 22, 1992.
2. Trial of the Major War Criminals Before the International Military
Tribunal (IMT "blue series"), Vol. 22, p. 496.
3. IMT "blue series," Vol. 22, p. 496.
4. The Globe and Mail (Toronto), April 25, 1990; See also: M. Weber,
"Jewish Soap," The Journal of Historical Review, Summer
1991.
5. The Canadian Jewish News (Toronto), Jan. 30, 1992, p. 8.
6. See: Barbara Kulaszka, ed., Did Six Million Really Die: Report
of the Evidence in the Canadian 'False News' Trial of Ernst Zündel
(Toronto: Samisdat, 1992), pp. 192, 300, 349.
7. C. Browning, "The Revised Hilberg," Simon Wiesenthal
Annual, Vol. 3, 1986, p. 294; B. Kulaszka, ed., Did Six Million
Really Die (1992), p. 117.
8. B. Kulaszka, ed., Did Six Million Really Die (1992), pp. 24-25.
9. A. Mayer, Why Did the Heavens Not Darken?: The 'Final Solution'
in History (Pantheon, 1988), p. 365.
10. Nuremberg document 008-USSR, in IMT "blue series,"
Vol. 39, pp. 241, 261.
11. B. Kulaszka, ed., Did Six Million Really Die (1992), p. 441.
12. Y. Bauer, "Fighting the Distortions," The Jerusalem
Post (Israel), Sept. 22, 1989; “Auschwitz Deaths Reduced to
a Million," The Daily Telegraph (London), July 17, 1990; "
Poland Reduces Auschwitz Death Toll Estimate to 1 Million,"
The Washington Times, July 17, 1990.
13. J.-C. Pressac, Les Crémetoires d'Auschwitz: La machinerie
du meurtre de masse (Paris: CNRS, 1993), p. 148. See also: R. Faurisson,
"Jean-Claude Pressac's New Auschwitz Book," The Journal
of Historical Review, Jan.-Feb. 1994, p. 24.
14. A. Mayer, Why Did the Heavens Not Darken? (1988), p. 366.
15. A. Mayer, Why Did the Heavens Not Darken? (1988), pp. 362-363.
16. IMT "blue series," Vol. 1, pp. 251-252; Nuremberg
document 3868-PS, in IMT "blue series," Vol. 33, pp. 275-279.
17. Rupert Butler, Legions of Death (England: 1983), pp. 235-237.
18. See: R. Faurisson, "How the British Obtained the Confession
of Rudolf Höss," The Journal of Historical Review, Winter
1986-87, pp. 389-403.
19. See, for example: B. Kulaszka, ed., Did Six Million Really Die
(1992), pp. 469-502. See also: M. Weber, “Fred Leuchter: Courageous
Defender of Historical Truth,” The Journal of Historical Review,
Winter 1992-93, pp. 421-428
( http://www.ihr.org/jhr/v12/v12p421_Weber.html )
20. “An Official Polish Report on the Auschwitz 'Gas Chambers’,”
The Journal of Historical Review, Summer 1991, pp. 207-216.
21. G. Rudolf, Gutachten ueber die Bildung und Nachweisbarkeit von
Cyanidverbindungen in den 'Gaskammern' von Auschwitz (London: 1993)
( http://www.vho.org/D/rga/ ); The Rudolf Report (in English) (
http://www.vho.org/GB/Books/trr/ )
22. "The 'Lüftl Report'," The Journal of Historical
Review, Winter 1992-93.
Este ensaio é adaptado de um texto publicado primeiramente
em 1992 pela “Canadian Free Speech League”.
http://www.ihr.org
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