| Violação dos
Direitos Humanos nos Sudetos
Limpeza étnica e injustiça
dura até hoje. Por quanto tempo ainda?
A autodeterminação de um povo é um direito
básico fundamental e sempre foi defendido ao longo da história
com sangue, tradição e honra. Entretanto, este direito
vem sendo mais e mais vilipendiado e subtraído do consciente
coletivo dos povos através de palavras vazias e frívolas
como globalização e raça humana.
Existe sim a espécie humana, com
suas inúmeras raças - NR.
Um bom exemplo da violação do direito à autodeterminação
foi o massacre dos alemães dos Sudetos por parte dos tchecos
a quatro de março de 1919, na ocasião da costumeira
e tradicional demonstração deste claro direito.

Em vermelho, a região dos Sudetos
Desde a povoação através das tribos germânicas
dos Marcomanos e Quados, a região dos Sudetos
foi povoada ininterruptamente por pessoas que, como alemães,
tinham tido desde a Idade Média, durante séculos,
sua pátria no reino da Boêmia - parte do Sacro Império
Romano Germânico - e depois no Império dos Habsburgos,
e no século XX eram mais de três milhões alemães
dos Sudetos – distribuídos em sua maioria nas
fechadas colônias alemãs.
Quando foi instituída uma Tcheco-Eslováquia independente
a 28 de outubro de 1918, dois dias depois, os representantes alemães
da Boêmia do Norte formaram o país “Boêmia
alemã”, e aqueles da Boêmia oriental, norte de
Moravia e a Silésia austríaca o “Sudetenland”.
Ambos representantes legitimados democraticamente declararam pertencer
ambos os países à nova formada “Áustria
alemã”. A três de novembro de 1918, os alemães
do sul de Moravia decidiram unir a área habitada pelos “Alemães
da Moravia do Sul” à Baixa Áustria e com isso
à Áustria alemã. Os deputados alemães
destas três regiões citadas participaram em 1918 na
fundação da Áustria alemã. A Lei Fundamental
desta nova Áustria alemã considerou as áreas
dos alemães dos Sudetos como parte do novo Estado austríaco.[1]
Embora com isso a clara vontade dos alemães fechados das
colônias na Boêmia e Morávia estivesse esclarecida
e o antigo império Austro-húngaro ainda existisse
até a entrada em vigor do Ditado de St. Germain em 10 de
setembro de 1919, as tropas tchecas ocuparam a partir de dezembro
de 1918 a região alemã dos Sudetos. Confiantes em
seus direitos e na promessa nos 14 pontos de Wilson, os alemães
não ofereceram resistência salvo apenas algumas pequenas
exceções, e esperavam que sua vontade pudesse ser
atendida nas negociações.
Quando toda a Áustria alemã votou na Assembléia
Constituinte em 16 de fevereiro de 1919, os alemães dos Sudetos
foram impedidos de participar pelas tropas de ocupação
tchecas estacionadas. Por isso todos os partidos dos Sudetos clamaram
pela greve geral em 4 de março de 1919, dia da primeira reunião
da Assembléia Constituinte, em Viena, e por demonstrações
em prol da autodeterminação dos alemães em
todas as cidades de Sudentenland.
Aa 4 de março, centenas de milhares de alemães se
reuniram pacificamente em sua Pátria – entre eles mulheres
e crianças – quando então os militares tchecos
atiraram contra os demonstrantes. Como o fogo foi aberto simultaneamente
em diversos locais, uma intervenção armada e violenta
foi premeditada pelos tchecos desde o início. Ao todo, foram
aqui mortos 20 mulheres e crianças, a mais nova de 11 anos,
a mais velha de 80 anos. Somente em Kaaden, morreram ainda 25 pessoas,
em Steinberg 16. Os outros morreram em Arnau, Eger, Mies e Karlsbad[2].
No período entre 1918 e 1922, morreram ainda outros 53 alemães
dos Sudetos cruelmente nas mãos dos tchecos, pelo simples
motivo de serem alemães.

Lista de alemães assassinados pelos tchecos em 4
de março de 1919
Esses acontecimentos acirraram muito desde o início a relação
entre tchecos e alemães, o quais contra sua declarada vontade,
foram forçados a aderir ao novo Estado Tcheco-Eslováquia.
As promessas do ministro do exterior tcheco, Eduard Benesch, sobre
um “tipo de Suíça” foram quebradas desde
o início. Com falsificações grosseiras –
principalmente em suas famosas memórias III – Benesch
enganou a Conferência da Paz, em Paris, e se empenhou depois
para despovoar os alemães dos Sudetos. Somente com a participação
da Inglaterra, França e Itália para elaborar –
dentro do Direito Internacional – o Acordo de Munique a 29
de setembro de 1938[3],
estas injustiças do Ditado de St. Germain foram eliminadas
e permitiram aos alemães dos Sudetos a autodeterminação.
E tão incompreensível pareça ser, políticos
alemães de Pankow e Bonn ousaram e conseguiram invalidar
posteriormente este Tratado.

Alemães expulsos na limpeza étnica dos Sudetos
em 1945/46
[1] No Artigo 61 Parágrafo 2 da Constituição
de Weimar para o Reich alemão, de 11 de agosto de 1919, era
previsto a anexação da "Áustria alemã"
- e com isso os Sudetos - ao Reich alemão, mas que por pressão
dos aliados foi retirado dos protocolos em 22 de setembro de 1919.
[2]
Nitter, Ernst (ed.), Dokumente zur sudetendeutschen Fragen 1916
- 1967, Ackermann-Gemeinde, Munique 1967; Böse, Oskar
e Eibicht, Rolf Josef (Hg) Die Sudetendeutschen, Josef
C Huber Verlag, Dießen 1989, pág. 48
[3]
Sudetendeutscher Rat (Hg), München 1938 - Dokumente sprechen,
Gráfica da Universidade, Munique 1964; Pozornz, Reinhard,
Wir suchen die Freiheit, Editora para populações
(Volkstum) e Pesquisa de História Contemporânea, Vlotho
1978; Wendig, Heinrich, Richtstellungen zur Zeitgeschichte,
Caderno 1, Grabert Verlag, Tübingen 1990, pág. 20 -
23
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