| Roosevelt, um dos "falcões"
de Versailles
Roosevelt (Rosenfeld), o anjo da morte
Hitler nem se alistara ainda, como soldado raso no exército
alemão em 1914 – quando começou a primeira guerra
mundial – e já existia um americano influente que odiava
a Alemanha. Era Franklin Delano Roosevelt, indiscutivelmente o líder
da coalizão anti-Hitler na segunda guerra mundial. Naquele
tempo Roosevelt era “Assistant Secretary of the US Navy”,
ou seja, substituto do ministro da marinha dos Estados Unidos. Enquanto
o então Presidente Wilson pedia aos americanos que permanecessem
neutros em ação e pensamento (Wilson had asked
the americans to be neutral in thought as well as action) Roosevelt
já revelava por escrito sua esperança de que a Inglaterra
entrasse na guerra, que mal eclodira, e ditasse a paz em Berlim
junto à França e Rússia. Já no início
de 1915 dizia à sua mulher “I just know I shall
do some awful unneutral thing before I get through”.
Pouco depois, em 1916, o Presidente Wilson ainda prometia neutralidade
aos seus eleitores, mas Roosevelt dizia ao seu chefe “we’ve
got to get in this war” (temos que entrar nesta guerra). Todas
estas citações foram preservadas pelo seu biógrafo
James MacGregor Burns no livro “Roosevelt: The Lion and the
Fox”, 1956, Editora Hartcourt, Brace and Co. New York.
Franklin D. Roosevelt também era um dos “falcões”
entre a delegação americana que participou da elaboração
do fatídico Tratado de Versailles. Foi um dos que
exigiram que a Alemanha fosse tratada com máxima dureza e
que o Kaiser fosse enforcado.
Como Presidente dos Estados Unidos desde 1933, fomentou a 2ª
Guerra Mundial estimulando via diplomática a Polônia
a acreditar na proteção dos aliados (Hoje,
a bucha de canhão é a Geórgia - NR)
e provocando o Japão na área do Pacífico. No
diário do seu Ministro da Guerra Stimson vamos encontrar
sob 5/12/1941 a seguinte anotação: O problema proposto
era manobrar os japoneses a dar o primeiro tiro sem nos expor a
um perigo excessivo. Foi uma tarefa difícil.
O serviço de escuta americano já informara Roosevelt
no dia anterior ao ataque japonês a Pearl Harbor que este
estava por acontecer. Roosevelt não ordenou qualquer medida
preventiva, optando pelo sacrifício de seus marinheiros,
só para poder motivar o seu povo a ingressar no maior conflito
da história.
Franklin Delano Roosevelt não teve a satisfação
de ver realizado o seu sonho acalentado por tantos anos. Não
ficou sabendo que o objetivo do seu ódio fora derrotado e
destroçado. Morreu alguns dias antes do final da guerra na
Europa em 12 de abril de 1945. Poucos meses depois seu sucessor,
Harry S. Truman, apesar de saber da disposição do
Japão de se render, mandou detonar duas bombas atômicas,
uma sobre Hiroshima e outra sobre Nagasaki.
Norberto Toedter
08.08.2008
Sobre os objetivos de guerra dos aliados, leia este
artigo.
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