1. O governo alemão rejeita receber,
aceitar exigências ultimativas do governo britânico
ou até dar-lhes atendimento.
2. Há muitos meses nossa fronteira oriental é
dominada por um estado de guerra de fato. Depois que o Tratado
de Versailles dilacerou a Alemanha, negou-se a todos os governos
alemães uma solução pacífica.
Também o governo nacional-socialista tentou por repetidas
vezes após 1933 negociar por meios pacíficos
a correção das mais graves violações
e quebras desse Tratado. Foi, principalmente, o governo britânico
que fez malograr toda revisão prática através
de sua postura intransigente. Sem a interferência do
governo britânico – disto o governo
e povo alemão têm certeza – já
teria sido encontrada entre a Alemanha e a Polônia uma
solução sensata e justa para ambos os lados.
A Alemanha nunca teve a intenção ou
estabeleceu a exigência de eliminar a Polônia.
O Reich apenas exigiu a revisão daqueles artigos do
Tratado de Versailles, que, já ao tempo da redação
deste Ditado, eram caracterizados por estadistas lúcidos
de todos os povos como sendo, na continuidade, insuportáveis
para uma grande nação, assim como para todos
os interesses políticos e econômicos da Europa
Oriental e, portanto, inviáveis. Também estadistas
britânicos declararam então que a solução
imposta à Alemanha no Leste era a semente para guerras
posteriores. Eliminar este perigo foi o desejo de todos os
governos do Reich alemão e especialmente a intenção
do novo governo popular nacional-socialista. Ter impedido
tal revisão pacífica é culpa da política
do Conselho Britânico de Ministros.
3. O governo britânico – num procedimento singular
na História – deu ao Estado polonês um
com plenos poderes para todas as ações
que esse Estado pudesse intentar contra a Alemanha. O governo
britânico assegurou ao governo polonês apoio militar
sob quaisquer circunstâncias em que a Alemanha viesse
a se defender contra qualquer provocação ou
agressão. Depois disto, o terror polonês contra
os alemães que vivem nos territórios arrancados
da Alemanha assumiu imediatamente proporções
insuportáveis. A cidade Livre de Danzig recebeu
tratamento contrário a todas as disposições
legais, primeiramente ameaçada de forma econômica
e aduaneira, depois encurralada militarmente e estrangulada
pelas vias de transporte. Todas estas infrações
ao Estatuto de Danzig, de conhecimento do governo britânico,
foram aprovadas e cobertas pela carta branca dada à
Polônia. O governo alemão, comovido pelo sofrimento
da população alemã atormentada e tratada
de forma desumana pelos poloneses, manteve-se mesmo assim
paciente durante cinco meses, sem que perpetrasse uma única
vez ações agressivas semelhantes contra os poloneses.
Apenas advertiu a Polônia de que estes acontecimentos
não seriam suportáveis e que estaria disposto,
caso esta população não fosse socorrida,
partir para a auto-ajuda. Tudo isto era detalhadamente do
conhecimento do governo britânico. Para ele teria sido
fácil utilizar sua grande influência sobre Varsóvia,
a fim de admoestar aqueles governantes para que fizessem imperar
a justiça e o humanitarismo e respeitassem os compromissos
existentes.
O governo britânico não o fez. Ao contrário,
sempre ressaltando sua obrigação de apoiar a
Polônia em qualquer circunstância praticamente
estimulou o governo polonês a prosseguir no seu comportamento
criminoso e comprometedor da paz européia. Dentro deste
espírito o governo britânico também rechaçou
a proposta de Mussolini, que ainda poderia ter salvo a paz
na Europa e à qual o Reich já havia demonstrado
sua posição favorável. O governo britânico
carrega agora a responsabilidade por toda a desgraça
e sofrimento que advirão sobre muitos povos.
4. Depois que foram frustadas pelo governo polonês,
protegido pela Inglaterra, todas as tentativas de encontrar
e acordar uma solução pacífica, depois
que o estado existente junto à fronteira leste do Reich,
semelhante a uma guerra civil, evoluísse para agressões
abertas contra o território do Reich, sem que o governo
britânico interviesse, o governo alemão decidiu
po um fim a esta persistente, e para uma potência intolerável,
ameaça à paz externa e finalmente também
interna do povo alemão, com aqueles recursos que unicamente
lhe restaram para defender a segurança e a honra do
Reich alemão depois que os governos das democracias
sabotaram praticamente todas as demais possibilidades de revisão.
Ele respondeu às ùltimas agressões ao
seu território com providências idênticas.
O governo alemão do Reich não está
disposto a tolerar no Leste, em função de quaisquer
intenções ou compromissos britânicos,
condições que se assemelham às que encontramos
na Palestina que está sob protetorado britânico.
O povo alemão também não está,
sobretudo, disposto a se deixar maltratar pelos poloneses.
5. Conseqüentemente o governo alemão do Reich
repele as tentativas de obrigar, através de exigências
ultimativas, a Alemanha a chamar de volta suas forças
armadas, alinhadas para a proteção do Reich,
e com isto voltar a tolerar a velha desordem e a velha injustiça.
A ameaça de, em caso contrário, combater a Alemanha
com a guerra corresponde à intenção proclamada
há anos por numerosos políticos britânicos.
O governo alemão do Reich e o povo alemão asseguraram
inúmeras vezes ao povo inglês o quanto desejam
um entendimento, sim, uma estreita amizade com ele. Se o governo
britânico sempre recusou nossas ofertas e agora responde
com clara ameaça de guerra, isto não é
culpa do povo alemão ou do seu governo, mas, exclusivamente,
responsabilidade do Conselho de Ministros britânico
ou daqueles homens que há anos pregam a destruição
e o extermínio do povo alemão. Este
e o seu governo não tem, como a Grã-Bretanha,
o propósito de dominar o mundo, mas estão decididos
a defender sua própria liberdade, sua independência
e, sobretudo, sua vida.
Tomamos conhecimento pelo que nos foi transmitido pelo senhor
King Hall em nome do governo britânico da intenção
de aniquilar nosso povo ainda mais do que já fora feito
pelo Tratado de Versailles e responderemos a cada ação
de ataque da Inglaterra com as mesmas armas e da mesma forma. |