O segredo do ártico

Trata-se aqui do confisco das reservas de petróleo


O círculo polar ártico é para nós, seres humanos, uma ambiente hostil. Porém, desde há algumas semanas, acontecem coisas estranhas por lá. A marinha russa mobilizou até suas tropas. E tudo isso não merece muita atenção por parte da mídia do sistema. Aqui se trata de muito, muito dinheiro...

Quando o porta-voz da marinha russa, Igor Dygalo, anunciou publicamente a 14 de julho de 2008 o reforço da frota norte, no Ártico, a maioria dos jornalistas deve ter a princípio jogado tal notícia no cesto de lixo. O porta-voz da marinha Dygalo anunciou que Moscou se mostrará futuramente presente também nas águas diante de Spitzbergen, Noruega. Aproximou-se agora no Ártico o cruzador lançador de mísseis Severomorsk, acompanhado de tropas militares. Dygalo fala abertamente sobre navios de guerra, que se concentram no ponto mais ao norte da Terra. O que estaria acontecendo?

Vamos nos dirigir agora para o Iraque. Segundo especialistas, deve existir junto às reservas conhecidas de petróleo ainda um estoque de 100 bilhões de barris de petróleo. Encontrados eles ainda não foram, mas caso esta estimativa se confirme, então o Iraque passaria a possuir a segunda maior reserva de petróleo do planeta (depois da Arábia Saudita). Contudo o Iraque se encontra ainda em guerra. E se trata aqui do confisco das reservas de petróleo.

Retornando para o Ártico. A 23 de julho de 2008, a agência de notícias econômicas, Bloomberg anunciou que no ártico, segundo os mais novos estudos, concentra-se cerca de 90 bilhões de barris de petróleo bruto. Isso seria mais do que se poderia extrair das conhecidas e presumidas reservas da Nigéria, Cazaquistão e México. E é maior do que o estoque da Rússia, estimado em cerca de 80 bilhões de barris. Com o petróleo do Ártico, o consumo de energia dos EUA poderia ser suprido por doze anos. Além disso, 27% das reservas conhecidas de gás estão no Ártico. Isso se traduz por um quarto das reservas mundiais, como noticiado pela agência globo.com.

Se agora Moscou envia navios de guerra para o Ártico, então isso é um sinal indiscutível que Moscou quer uma parte da "presa". De fato, todos os países vizinhos chegaram há décadas ao senso comum de que a cada um dos países pertence uma área que se situa dentro do setor, o qual se forma a partir de uma linha reta de suas fronteiras para o pólo norte. Segundo isso, cabe à Rússia 1,2% das reservas de petróleo do pólo norte e aos EUA mais de um terço. Os russos não querem se ater claramente aos tratados internacionais – e enviam sua marinha de guerra. E também a aeronáutica. De Spitzbergen até o Alaska forma-se agora um novo cenário ameaçador. Pois se trata de muito, muito dinheiro.


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