Tony Blair, a serviço
do povo...
A recompensa tarda, mas não falha.
Depois de enviar ao Iraque seus jovens soldados britânicos
para uma morte inútil e colaborar na decisão de levar
o extermínio e o sofrimento a milhões de iraquianos,
Tony Blair arrumou um outro meio de ajudar a plutocracia: ele se
retirou da vida pública no ano passado e, por uma incrível
sorte, foi contratado pelo banco JP Morgan por um salário
anual de mais de seis dígitos.
Trataria-se aqui de uma recompensa pelos serviços prestados
ao grande capital internacional? Ou seria a relação
entre Tony Blair e um dos membros do FED norte-americano uma obra
do acaso?
Recompensa por capacidade intelectual ou corrupção
ativa? Apesar de ter sido procurado pelo grupo Murdoch, gigante
das comunicações que opera em estreita sintonia com
o grande capital apátrida, Blair preferiu não seguir
os passos de outro vassalo da plutocracia, o ex-primeiro-ministro
espanhol José Maria Aznar.
http://jn.sapo.pt/2006/08/05/mundo/tony_blair_pode_antecipar_saida_gove.html
E parece ser muito normal esta simbiose entre os políticos
e os gafanhotos internacionais, pois Blair declara: "sempre
me interessei pelo comércio e pelo impacto da globalização".
E complementa afirmando que "atualmente a interseção
entre a política e a economia em diferentes partes do mundo,
inclusive nos mercados emergentes, é muito forte".
Após os históricos recordes dos ganhos líquidos
dos bancos aqui no Brasil - proporcionado pelo presidente dos trabalhadores,
alguém duvida disso?

Tony Blair (esq.), o "novo" integrante da família
Segundo
as informações das agências internacionais,
somente não ficou claro se Blair irá trabalhar para
a grande família JP Morgan a partir de seu "escritório
permanente que o ex-primeiro-ministro mantém em Jerusalém".
|