Forças invisíveis combatem na Europa

A Europa dos europeus já não existe!


Não há sítio nela onde não se tenham já instalado forças antagónicas a tudo o que ainda há décadas podia ser considerado como europeu!

O sonho de oferecer às gerações vindouras uma união de pátrias, onde todos se sentassem á mesma mesa, como iguais entre iguais, para poderem decidir em comum o que a todos dizia respeito, foi esmagado pela prepotência dos que só vêem na Europa Unitária um mero passo para a instalação de um Governo Global, obviamente totalitário e intolerante a qualquer outra corrente de pensamento.

As estatísticas dizem-nos que somos apenas 2% da população européia e, como tal, sem peso de decisão. Considero isto um erro total, porque, tal como uma mosca pode causar a descida de um prato de uma balança, os 2% de Portugal podem até salvar a Europa da sua auto-aniquilação. 2% de algo que nada vale nem menção merece. Porém, 2% de algo válido, em si, válido é, e, consequentemente, merecedor de carinho e atenção.

Foi a prepotência de forças não mencionáveis, certamente não portuguesas mas internacionalistas, que anexaram a Pátria de Camões, empurrando-a para dentro de um caldeirão desconhecido, então rotulado de "CEE". Sem explicação dos prós ou contras, a não ser o velho sonho de poder comprar rebuçados mais baratos em Badajoz, aprisionou-se a lusa gente aos poucos, passando a receber ordens de quem nem português é, nem pêlos portugueses votado foi. Rotulou-se então o caldeirão de "CE" e, mais tarde, de "UE", aplicando-lhe uma bandeira com a estrela de cinco pontas de Satanás, por ninguém votada. Estrela esta ainda bem conhecida dos tanques soviéticos e dos aviões americanos, Estados criados pelas mesmas forças globais que, de momento, se apoderam, às escondidas da, por elas intitulada, "Velha Europa".

Até se atrevem em falar duma Nova Europa embora que também essa em nada lhes diga respeito.

Qual é o verdadeiro peso de Portugal na Europa? Os meros 2% da contagem da nossa população? NÃO! Portugal, para já, possui uma das maiores portas européias para o mar mais navegado a nível mundial. Mas, Portugal não é só guardião de uma situação geográfica onde, os Açores, Portugal Europeu e a Madeira, retomam a importância das antigas colunas de Hércules. Portugal é o fiel depositário de um espírito único, potencialmente salvador para uma parte significativa da Humanidade, nos tempos amargos que se avizinham.

Não há outra nação que tenha demonstrado tal grau de capacidade de convivência pacífica com outras culturas como a portuguesa! Não há povo que mais bem vindo seja para regressar às suas antigas colónias! Não há maior grau de tolerância e vontade de compreensão do que os demonstrados pela lusa gente, mesmo nos confins mais longínquos do planeta.

E dizem-nos que não valemos nada e que não possuímos peso! Isto é propaganda do inimigo de Portugal! Os média, que se degladiam para trazer mais notícias sobre escândalos e perversidades, mostrando o que há de podre, permitem concluir tratar-se de uma campanha para desacreditar os verdadeiros valores de Portugal perante os próprios portugueses!

Assim a prepotência de alguns não só empurrou Portugal para um covil com o qual não se identifica como até sistematicamente aniquila a auto-estima.

Pergunta-se então, qual é o verdadeiro papel de Portugal na "UE"? A triste realidade é de que somos considerados "europeus de segunda". Onde há prova disso? Nenhum político o admite embora muitos o sintam. A prova está no facto de que não somos autorizados a imprimir e colocar em circulação notas de 200.- Euro e de 500.- Euro. À nossa vizinha, Espanha, já se dá este direito!

Mas isto não nos contam! Facto é que muito pouco sabemos acerca da "UE" e nunca tivemos a mínima chance de nos informarmos com objectividade, ainda menos exprimirmos a nossa opinião.

Dos principais problemas da "UE" porém nem a maioria dos seus politiqueiros têm consciência. Número UM é o facto da "locomotiva" deste comboio unitário europeu, a Alemanha, não se encontrar em mãos alemãs ou europeias, mas ainda debaixo da Comissão de controlo americana, que a trata como território ocupado e vassalo. Na realidade, a ausência de um Tratado de Paz e a ilegalidade da instalação de um regime em território de outrém, significa que o Reich continua a existir "de jure", o que impede a RFA de ser seu herdeiro, mas não existe "de facto", por a prepotência dos vencedores ter aprisionado e enforcado um governo democraticamente eleito e internacionalmente reconhecido. A RFA não é a Alemanha, nem geográfica- nem política- nem juridicamente! Estamos assim perante um imbróglio onde nos encontramos numa viagem de comboio, com a locomotiva tomada por "cowboys", serviços secretos e afins.

O número DOIS não é o alargamento a leste, embora que este já cause o fim da caminhada inicialmente ajustada porque o que todos os novos aderentes querem é mugir a velha vaca. Esta não tem mais tetas e já se encontra seca, o que vai conduzir a um acordar decepcionante. Políticos finlandeses já declararam abertamente que se a Finlândia receber menos da "UE" do que o que para esta contribuí, deixa então de fazer sentido a sua permanência. O número DOIS é a entrada da Turquia. Esta tem 98% do seu território na Ásia. Assim passa-se a dar um pontapé à geografia. A entrada de Chipre já é um passo neste sentido como o é o Estado de Israel ter apresentado a sua candidatura, através de Berlusconi, que chefia um lobby neste sentido. A lavagem cerebral das massas europeias já foi devidamente preparada para a NOVA EUROPA, com capital em Jerusalém. Há anos que Israel faz parte do festival da canção Europeia (e já ganhou, muito honradamente que se diga!). Também, faz parte dos Campeonatos de Futebol, dos de Andebol e de Equitação Europeus. Como é possível que já ninguém saiba nada acerca de Geografia é que é um espanto. Pelo menos parece que já ninguém se importa. Como também se torna visível o plano de expulsão dos Palestinos e da tomada do Líbano (o que impõe a prévia queda do Iraque e da Síria), para o Grande Israel se tornar Estado vizinho da Turquia e, assim, geograficamente, se juntar à NOVA Europa.

Quando se diz que culturalmente Israel estará mais ligado à Europa do que ao Médio Oriente, como razão para justificar a sua entrada na Europa, então também devíamos deixar entrar a Austrália e o Canadá, onde também isso ainda mais se verifica!

A Europa está moribunda, Portugal em fase de flagelação da sua auto-estima; em contrapartida, as forças obscuras que preparam a Ditadura Global encontram-se em fase de avanço definitivo!

Só há uma força que os consegue parar: A FORÇA DA VERDADE!

Basta termos acesso à verdade e colocar a mesma no respectivo prato da balança do destino para que toda a prepotência e mentira nada consigam! Quem sabe? Talvez no momento mais decisivo serão Portugal ou os Açores, que com o seu peso colocado no prato certo da balança, acabarão por orientar o destino efectivo da Europa, independentemente das vontades alheias a esta, que se pretendem apoderar dela de vez.

 

Rainer Daehnhardt

Reconhecido pesquisador, nasceu a 7 de Dezembro de 1941 e é descendente de uma família de diplomatas e militares alemães radicados em Portugal desde 1706. Estudou na Alemanha e em Portugal, especializando-se no "estudo da evolução do Homem através da arma e sua utilização".

 

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