"A cada dia serão mais numerosos aqueles que despertam. E, ao final, o inimigo será derrotado, desintegrado; porque como dissera Rudolf Hess, existe no universo um poder superior ao sionista . - Miguel Serrano
15/6/2009
Os vigilantes dos Títulos farejam inflação
No meu último comentário sobre o mercado, escrevi sobre a “Pré-crise” e a “Crise Principal”. A pré-crise já está às portas com o desmonte da economia real, mas os países estão ainda intocáveis e despejam dinheiro aos montes, como se não houvesse amanhã.
A crise principal, a pesada de fato, depressão hiperinflacionária, já se faz mostrar. Países como a Islândia, Letônia, Ucrânia ou Hungria já estão dentro. Na Letônia, não parece nenhum comprador nos dias de hoje para os Títulos do Tesouro; assim, o país está falido. Tenta-se ainda manter estável a moeda Lat diante do Euro, todavia, isso ainda surtirá efeito somente por alguns dias, então virá uma forte desvalorização: todos os preços explodirão, exceto aqueles com valor financeiro, como imóveis que foram comprados a crédito. Pois os créditos tornar-se-ão impagáveis; neste país 90% do crédito é através de divisas estrangeiras, em sua maioria em Euro.
E aqui?
Nós, na zona do Euro e do Dólar, não devemos nos alegrar antes do tempo. Aqui também existem sinais de uma mudança de curso hiperinflacionário. Há meses os veículos de comunicação especializados em finanças escrevem sobre o perigo de inflação através da enorme quantidade de dinheiro, que os Bancos Centrais bombearam em seus sistemas. Esta montanha de dinheiro começa agora a sair novamente dos bancos: o preço do petróleo pulou de 31 para 70 dólares o barril, embora a demanda por petróleo continue a cair e tanques estocam cerca de 100 milhões de barris. O preço do cobre também subiu acentuadamente, desde que os chineses começaram a trocar dólar por matéria-prima. Este aumento de preços revela sem dúvida alguma a fuga do papel através do Smart Money, como através dos Hedge Fonds.
E os juros dos Títulos do Tesouro também sobem. Desde dezembro de 2008, quando todos os “Bond-macacos” procuraram “segurança nos Títulos do Tesouro” e os juros alcançaram um mínimo histórico, a taxa de juros dos US-Treasury-Notes de dez anos subiram de cerca de 2% para os atuais 4%. Isso é quase o dobro – com a correspondente queda do curso. Também os juros dos Treasury-Notes de dois anos aumentam dramaticamente. Tudo isso mostra que os “Bond-Vigilantes” (Vigilantes dos Títulos) acordaram e farejam inflação. De fato, exemplos históricos mostram que em déficits estatais de 50% do orçamento ou mais (como é o caso atual) segue um ano depois uma inflação de 1.000% ou mais – hiperinflação. A fuga da moeda entrou em cena. Logo já era com a salvação dos bancos.
Ouro
O preço do ouro quase alcançou a alguns dias 1.000 dólares por onça
Diversos comentaristas vêem como crítica a marca de 1.000 dólares: assim que o ouro se estabilizar acima deste patamar, o fluxo de dinheiro será tão grande que se seguirá automaticamente a explosão do preço do ouro e a fuga do sistema financeiro.
Como o senhor Ziemann escreve em hartgeld.com: “A marca de 1.000 dólares será defendida até a última gota de sangue na forma de barras de 400 onças de ouro do Banco Central”. Provavelmente seja exatamente assim: quase todo ouro do Banco Central já deve ter acabado. Então o sistema se desintegra com a hiperinflação, todas as divisas e Títulos do Tesouro serão vendidos. Revelar-se-á então quem está sentado no bote salva-vidas do ouro e da prata: a eles pertence o mundo.
Walter Eichelburg, engenheiro.
O autor do artigo não é um consultor financeiro, mas sim um investidor em Viena - NR.
Este artigo apareceu na revista ef-online, de 13 de junho de 2009.
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