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O caso John Demjanjuk

3/12/2009

Neste último dia do mês de novembro de 2009, inicia-se o capítulo final na vida do ucraniano John Demjanjuk. No tribunal de justiça de Munique II, Nymphenburger Straße 16, abrem-se as cortinas para um julgamento de repercussão internacional, dando continuidade ao teatro macabro holocaustiano. O acusado é um aposentado de 89 anos, John Demjanjuk, de Seven Hills, Ohio-EUA, ex-operário da Ford norte-americana. Contra ele pesam as acusações de assassinato de 27.900 judeus, em 1943, no Campo de Concentração de Sobibor, Polônia. Além disso, para que não paire qualquer dúvida, ele teria propositadamente atropelado um judeu em 1947 (!). Demjanjuk rejeita as acusações.



John Demjanjuk


A origem


A 3 de abril de 1920, nasce em Dubowi Macharynzi, Ucrânia, o filho de lavradores Iwan Mykolajowytsch Demjanjuk. Em 1940, o jovem tratorista de 20 anos que trabalhava em uma fazenda coletiva ucraniana, se encontra no meio do maior abatedouro humano da história, a Segunda Guerra Mundial. Como por um milagre, este “simplicissimus ruthenicus” conseguiu escapar desta tragédia humana e começou vida nova nos EUA.


The american way of life


Em agosto de 1977, Demjanjuk caiu nas teias de um destes departamentos criados nos EUA para averiguar os supostos crimes do regime nacional-socialista. Por causa de documentos falsificados e perjúrio nos testemunhos de sobreviventes do Holocausto, sua cidadania norte-americana lhe foi retirada em 1981. Demjanjuk foi deportado em 1986 para Israel, onde ele foi sentenciado à morte na forca em 1988. Ele teria operado supostamente os motores a diesel para gaseamento dos judeus deportados ao campo de Treblinka, em 1942. Todavia, a Corte Suprema de Israel o inocentou em 1993. Seu advogado apresentou provas que os testemunhos decisivos para a pena de morte eram fraudulentos e os documentos apresentados provenientes do serviço secreto soviético eram falsificados (que novidade – NR). No mesmo ano Demjanjuk retornou aos EUA e em 1998 ele readquiriu sua cidadania norte-americana: a justiça norte-americana tinha ocultado conscientemente documentos que amenizavam as acusações; Demjanjuk tornara-se uma vítima do comportamento ilícito da promotoria norte-americana. Mas isso não é tudo!


Em 1999, a justiça dos EUA indiciou novamente Demjanjuk com base em informações apontadas pelo Centro Simon Wiesenthal. Desta vez ele foi acusado de ter atuado como guarda no Campo de Sobibor, Majdanek e Flössenburg. Em 2004, sua cidadania foi novamente retirada pelas autoridades norte-americanas.


Demonstrar a inocência de Demjanjuk em Israel só foi possível porque outra pessoa foi identificada como “Ivan, o terrível”. Caso contrário, ele teria sido enforcado, demonstrando toda a fragilidade que envolve os julgamentos dos supostos crimes de guerra – NR.



John Demjanjuk em Israel


“A troca de identidades já aconteceu uma vez, em 1986, quando Demjanjuk foi deportado para Israel para ser julgado como "Ivan, O Terrível", um guarda famoso por seu sadismo que serviu no campo de Treblinka. Dois anos depois, em 1988, ele foi sentenciado à morte, mas a condenação foi cancelada quando evidências de que outro homem que seria "Ivan" chegaram à Justiça israelense.”


A República Sionista entra em ação


Depois que o presidente do Congresso Mundial Judaico (WJC), Ronald S. Lauder, exigiu a deportação de Demjanjuk para a Alemanha, a Central de Justiça para esclarecimentos de crimes do Nacional-Socialismo, em Ludwigsburg, tomou providências para um pedido de extradição e enviou alguns funcionários a Washington para trabalhar no caso. Em março de 2009, o tribunal de justiça de Munique expediu um mandato de prisão contra Demjanjuk. Ele foi deportado em maio de sua casa em Seven Hills, e levado até a prisão de Stadelheim, em Munique, através de um avião hospital alemão.


O processo atual


O que difere este processo de todos os outros é que neste caso, o réu não teria cometido o crime. A acusação alega que ele era parte integrante de um suposto esquema para assassinato sistemático dos detentos, mas não que ele tenha cometido algum crime diretamente. Como foi noticiado na mídia:


“O réu é acusado de servir como vigia do campo de Sobibor, na Polônia. Os vigias não necessariamente matavam os prisioneiros com as próprias mãos, mas Demjanjuk foi considerado culpado pelos assassinatos por fazer parte da cadeia da máquina da morte nazista.”


Mesmo que ele estivesse apenas cumprindo seu dever como soldado, ele deve ser punido por ter estado no local errado, na hora errada. Qual é a força que impele os seres humanos a alimentar tal sentimento de vingança e ódio por tantos anos? Ainda mais contra um idoso que não tem mais do que um ano de vida – NR.



O idoso de 89 anos chega à Alemanha


Mesmo estando condenado, é notório o que o governo alemão faz para agradar as lideranças sionistas, bem de acordo com a submissão em que o país se encontra desde o final da guerra. Agindo desta forma, não será surpresa alguma ver aumentar as manifestações da população - que acontecem quase que diariamente – com o agravar da crise financeira.


Muitos europeus já apontam para o número insuficiente de árvores e postes elétricos - NR.


“O aposentado, que mora com a família nos Estados Unidos, chegou ao tribunal em uma cadeira de rodas usando o boné e coberto por uma manta azul clara. Ele foi considerado capaz de agüentar o processo, mas as audiências foram limitadas a duas sessões de 90 minutos por dia devido à sua saúde frágil. Segundo a revista alemã Der Spiegel, Demjanjuk sofre de gota e foi recentemente diagnosticado com leucemia - sua expectativa de vida é de menos de um ano. Sua família reclama que, em estado terminal da doença, ele não poderia ir a julgamento.”


De acordo com Efraim Zuroff, do Centro Simon Wiesenthal:


“[O julgamento] é uma mensagem poderosa de que, mesmo quem não tinha a patente de um oficial, mesmo assim é responsável [pelo Holocausto]”


Se a submissão e neurose governamental alemã continuar nessa marcha, não tardará muito para que o idioma alemão também seja proibido. Afinal de contas, os “malvados nazistas” também falavam alemão – NR!


altermedia.de

uol.com.br

dullophob.com


"O processo é uma farsa!"


O advogado Yoram Sheftel defendeu Dejmanjuk em Israel e afirma que as provas da acusação não se alteraram desde então, portanto, mais uma vez, "o processo é uma farsa!"



Sobre os campos de passagem localizados a leste do território polonês, leia o artigo David Irving e os Campos “Aktion Reinhardt”.


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